Habilidades e competências para as profissões do futuro

Enviada em 02/07/2020

A delegação do trabalho humano tem sido, desde os primórdios da civilização, um dos principais fatores governando as mudanças nas relações econômicas sociais. O trabalho braçal antes realizado por animais domesticados e escravos passou, com o advento de cada Revolução Industrial, a ser mecanizado mais e mais radicalmente; até os dias de hoje, nos quais nos aproximamos do eventual colapso e reconstrução das relações de trabalho como um todo. Essa automatização não é completa, portanto a análise e compreensão dessa transição laboral (e das novas profissões dela provenientes) é de suma importância para o jovem profissional.

As Terceira e Quarta Revoluções Industriais drasticamente aceleraram o mundo moderno, consequentemente alterando as habilidades necessárias ao proletário contemporâneo: a rapidez de desenvolvimento de novas tecnologias exige grande adaptabilidade por parte dos trabalhadores, e a imensa variedade de tais tecnologias também requer um leque extenso de qualificações. Essa amplitude de inovações acabou por expandir consideravelmente vários ramos de trabalho, especialmente nos setores concernentes à comunicação, engenharia e medicina, cujos respectivos campos acadêmicos são extremamente concorridos.

Assim como méritos acadêmicos, jovens atuantes no mercado de trabalho corrente devem cultivar vantagens práticas e psicológicas: em meio a tantos concorrentes, traços como confiança e experiência são imprescindíveis ao sucesso ocupacional. Profissionais que atuam em posições futurísticas como designer de redes neurais ou engenheira de nanotecnologia demonstram, simultaneamente, o pioneirismo empreendedor e a competência multidisciplinar fundamentais à verdadeira inovação. O funcionário do futuro sempre busca redefinir suas capacidades, algo que deve ser priorizado na sua educação básica, com o constante reforço do raciocínio crítico e da determinação responsável por parte dos educadores atuais.

A fim de melhor preparar a população juvenil para os desafios do mercado de trabalho consequente, deve haver uma reforma por parte do Ministério da Educação no sistema de ensino brasileiro, com o objetivo de incentivar o desenvolvimento de habilidades cognitivas baseadas na responsabilidade e racionalidade, além do investimento em atividades práticas focadas na formação de competências úteis à formação adulta e profissional. A implementação de tais mudanças certamente resultará em trabalhadores mais adaptados à constante evolução das relações sócio-proletárias no mundo contemporâneo.