Guerra entre Rússia e Ucrânia: impactos do conflito no Brasil e no mundo
Enviada em 20/04/2022
A Carta das Nações Unidas, assinada em 1945, prevê que nenhuma nação deve fazer uso da força para afetar a integridade territorial de outra nação. No entanto, no cenário atual, o princípio estabelecido pela ONU não é cumprido e o mundo atravessa a guerra entre a Rússia e a Ucrânia, duas importantes nações para o equilíbrio global. Sob esse viés, é fundamental entender os impactos do conflito russo-ucraniano no globo e no Brasil.
É válido, em primeira observação, ressaltar que o mundo atravessa uma crise de abastecimento global e escassez de alimentos considerada por pesquisadores da Faculdade de Economia da Universidade de São Paulo, em pesquisa de 2022, como a pior crise desde a Crise do Petróleo, que ocorreu em 1970. À vista disso, torna-se evidente que o conflito entre Rússia e Ucrânia, que são grandes produtores de commodities como os fertilizantes e o trigo, respectivamente, acentua ainda mais o cenário de insuficiência de bens e produtos em uma cadeia de produção global em crise, que afeta fortemente países como os pertencentes à zona do euro e o Brasil.
Além disso, compreende-se que o Brasil passa por um grande período de inflação devido à crise global e, com a guerra, houve aumento na dificuldade da importação de fertilizantes russos, do qual o agronegócio exportador brasileiro ainda é fortemente dependente. Como consequência, houve aumento no preço dos alimentos e de diversos outros produtos. Para além de uma crise econômica, a falta de fertilizantes faz com que o Brasil entre em conflitos diplomáticos por efeito de sua dependência da Rússia e consequente defesa à essa nação, como aponta o noticiário Agência Brasil.
Infere-se, portanto, que medidas são necessárias para combater a recessão geopolítica e econômica no Brasil em virtude da Guerra. O Ministério da Agricultura deve, em parceria com o Ministério da Infraestrutura, fortalecer o Plano Nacional de Fertilizantes, elaborado em 2021, por meio de uma melhora na infraestrutura produtiva e de incentivo às políticas públicas, a fim de reduzir a necessidade de importação de insumos em um mundo globalizado que vem desrespeitando a Carta das Nações Unidas.