Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 12/03/2022
No documentário “Meninas” é retratada a realidade de adolescentes gestantes, as quais desconheciam a importância dos métodos contraceptivos, e as consequências da gravidez para elas. No Brasil, em conformidade com o divulgado no documentário, a gravidez precoce é uma chaga fomentada pela desinformação dos jovens e promove prejuízos ao desenvolvimento físico e psicossocial da gestante.
Em primeira análise, atentando-se a taxa de nascimento por adolescente em países em desenvolvimento que, segundo uma pesquisa realizada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), ultrapassa em até 50 mil a taxa dos países desenvolvidos, torna-se evidente a relação entre a desinformação, principal mobilizador da gravidez precoce, e a pobreza. Além disso, a falta de acesso a informação no que diz respeito aos métodos preventivos fere os direitos reprodutivos do adolescente, uma vez que acarreta danos a sua saúde sexual. Sob tal ótica, é notória a necessidade de maior atendimento estatal no que concerne a educação sexual do jovens, buscando reduzir a mazela atrelada a pobreza.
Ademais, por afetar, em sua maioria, jovens em situação de vulnerabilidade econômica,o que impossibilita um atendimento médico e psiquiátrico de qualidade da gestante, a gravidez precoce impulsiona prejuízos ao desenvolvimento físico e psicossocial da adolescente. Nesse viés, além dos riscos de saúde devido a ausência do acompanhamento pré e pós-natal, a adolescente gestante enfrenta situações inconvenientes, fomentadas pelo preconceito, no âmbito social, fato que desmotiva a mesma e ocasiona a evasão escolar, por exemplo. Análogo a essa realidade, vale citar o romance “A estrela sobe” de Marques Rebelo, onde a gravidez não planejada da protagonista é visto pela mesma como um obstáculo para seu desenvolvimento profissional.
Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. Assim, é dever do Ministério da Saúde garantir o direito à saúde por meio de investimentos públicos que promovam maior democratização do atendimento médico e psiquiátrico de gestantes. É necessário também, maior divulgação de informações acerca da prevenção da gravidez em propagandas televisivas e palestras escolares.