Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 17/02/2022

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil possui uma taxa de gravidez na adolescência acima da média latino americana. Para efeito de comparação, o índice brasileiro é 64, enquanto o de um país desenvolvido como o Canadá é 11,3 e de um país em crise como a Venezuela é de 80,6. Conclui-se que medidas precisam ser tomadas para reduzir esse fenômeno, o qual, normalmente é causado pela desinformação dos jovens.

Por certo que a adolescência não é um momento adequado para se gerar uma criança. Nessa faixa etária, é raro que os indivíduos tenham uma colocação profissional segura que os permita sustentar uma família. Ademais, a gravidez na adolescência traz consigo perigos para a saúda da jovem, sejam durante o parto, sejam problemas psicossociais como ansiedade e depressão.

Por outro lado, os jovens têm dificuldade de conversar sobre sexo e métodos contraceptivos com os adultos. Segundo a doutora Philippa Gordon, é comum as adolescentes desconhecerem o quão fácil é para que elas engravidem. Por isso, a melhor forma de combater esse problema é por meio da informação, tanto sobre as formas de se previnir a gravidez, quanto as consequências negativas advindas dessa situação.

Em suma, o Estado precisa intervir para que a taxa de gravidez na adolescência seja reduzida. Para isso, o Ministério da Educação em conjunto com o Poder Legislativo deveriam estabelecer uma lei que obriga as escolas a reservarem uma semana do ano apenas para ensinar sobre sexualidade e métodos contraceptivos aos adolescentes de 15 a 19 anos. Dessa forma, espera-se que esses jovem fiquem informados sobre o assunto e tomem a decisão consciente de evitar a gravidez na faixa etária em que estão.