Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 28/01/2022

Nelson Mandela, ativista da África do Sul, disse que a educação transforma o mundo. Entretanto, no Brasil, por consequência de uma educação deficitária, a gravidez na adolescência ainda é um grande entrave. Logo, não só a falta de informação sobre este assunto, como também a desigualdade social são fatores que fortificam essa questão.

Sob esse viés, há uma carência de informação, sobretudo nas escolas, o que agrava o problema. Diante disso, é importante ressaltar que Michel Foucalt, filósofo francês, disse que na sociedade em que vivia alguns assuntos eram silenciados. De maneira análoga, no Brasil, à questão do sexo é silenciada, porque nas escolas, uma das instituições que os jovens mais têm contato, não aborda esse tema, deixando-os a mercê da desinformação, o que, indubitavelmente, contribui para a gravidez na juventude. Assim, faz-se necessário mudar esse cenário caótico, abordando essa questão ainda mais nas escolas e livros didáticos.

Ademais, a disparidade socioeconômica que existe em nosso país agrava os índices de gravidez precoce. Nesse sentido, segundo a Teoria Reformista, a elevada taxa de natalidade é um reflexo, uma consequência da má distribuição de renda. Dessa forma, é necessário o combate da desigualdade social, pois com isso um contigente maior de pessoas, jovens e adolescentes terá acesso à informações, a métodos contraceptivos e à educação sexual, reduzindo, desse modo, altas taxas de nascimentos, principalmente entre jovens.

Portanto, é necessário que medidas sejam tomadas para combater a gravidez precoce. Dessa maneira, é importante que o Ministério da Educação, maior órgão no que compete à educação no Brasil, implemente , na grade curricular das escolas, por meio de verbas públicas, aulas sobre educação sexual, com o objetivo de conscientizar e orientar os jovens e diminuir gravidez indesejada precocemente. Além disso, é necessário uma melhor distribuição de renda, levando em consideração a Teoria dos Reformistas, para atenuar a desigualdade social e as altas taxas de natalidades.