Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 10/11/2021

O filme “Juno”, de 2007, retrata a história de uma adolescente de 16 anos que enfrenta uma gravidez não planejada após ter uma relação sexual com um amigo. Todavia, esse cenário não se limita à ficção. Hodiernamente no Brasil, o número de casos como esse é notável. Isso deve-se à falta de instrução familiar somada à desigualdade socioeconômica.

A priori, é importante ressaltar a má educação oferecida aos jovens. A família é uma das principais formadoras dos indivíduos que compõem a sociedade, logo sabe-se que informações relacionadas à saúde dos adolescentes devem ser fornecidas pelos responsáveis. Segundo Nelson Mandela, “A educação é a arma mais poderosa para mudar o mundo”. Desse modo, para que haja uma transformação nesse cenário, ou seja, que os casos de gravidez precoce sejam dimiuidos, é preciso fornecer uma instrução que evidencie os óbices gerados pelo sexo desprotegido. Sendo assim, sem melhora na educação o obstáculo permanecerá.

Outrossim, a discrepância econômica social contribui para o impasse. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística(IBGE), aproximadamente metade dos brasileiros vivem com menos de quinze reais por dia. Logo, com uma grande parte da população com dinheiro insuficiente para suprir necessidades básicas como alimentação, a compra de contraceptivos é negligenciada. Ademais, há regiões em que o acesso a esses métodos é precário, com poucos postos de saúde oferecendo anticoncepcionais, inviabilizando a proteção sexual. Portanto, sem o auxílio de órgãos públicos, a consolidação da problemática é evidente.

Nesse viés, faz-se necessário que o Governo Federal, como instância máxima de administração executiva, atue em favor do povo, por meio da promoção de palestras, que serão disponibilizadas nas redes sociais governamentais, a fim de conscientizar a população acerca do problema. Além disso, também deve o Governo Federal fornecer auxílio financeiro aos indivíduos em situação de vulnerabilidade social para compra de contraceptivos, minimizando o impasse visto em “Juno”.