Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 26/01/2022
A colonização portuguesa – período em que o povo lusitano começou a explorar o atual território brasileiro – teve como uma de suas consequências a expansão do cristianismo para o continente americano. Nos dias atuais, a sociedade continua presa a alguns dogmas vigentes desde o período colonial, essas amarras impedem que assuntos como o sexo sejam discutidos de forma saudável na contemporaneidade. Por consequência da falta de informação adequada sobre o tema, a gravidez na adolescência se torna um problema na comunidade brasileira.
Nesse contexto, é importante destacar que o corpo social atual continua a considerar alguns tópicos como proibidos, o que dificulta o debate sadio sobre essas temáticas. Nesse sentido, a obra “Totem e Tabu”, do psicanalista austríaco Sigmund Freud, aborda o desenvolvimento de tabus, mostrando que a imagem negativa de alguns tipos de comportamento e assuntos floresce por meio de construções sociais. Dessa maneira, esses assuntos considerados inadequados, como o sexo e a sexualidade, acabam repletos de crenças infundadas e acabam gerando impactos negativos em determinados indivíduos ou grupos sociais. Logo, é importante tomar medidas que ajudem a desmistificar esses assuntos, para que eles sejam compreendidos e suas consequências minimizadas.
Em segundo lugar, a falta de debate sobre sexo e suas consequências tornam a gravidez na adolescência um problema no Brasil. De acordo com dados do Ministério da Saúde, são mais de 19 mil nascidos vivos por ano de mães com idade entre 10 a 14 anos. Além disso, o órgão ainda informa que uma das principais causas de gravidez precoce é a falta de informações nas escolas e postos de saúde, e que meninas de baixa renda estão mais sujeitas ao fenômeno. Essa gestação prematura acaba gerando diversos problemas para a mãe, é comum o abandono escolar e a inserção não qualificada no mercado de trabalho, que favorece a continuidade do ciclo intergeracional de pobreza em famílias de baixa renda.
Portanto, é necessário tomar medidas que ajudem a diminuir o número de casos de gravidez na adolescência. Para isso, o Ministério da Saúde, órgão responsável pela administração e manutenção da área da saúde no país, deve adotar medidas para incentivar o debate sobre o assunto, por meio de palestras em escolas e instituições públicas de saúde, com o intuito de informar os jovens sobre os riscos de uma gravidez precoce e maneiras de evitá-la.