Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 07/11/2021
O filósofo italiano Tomás de Aquino defende que todos os indivíduos de uma sociedade democrática precisam ser tratados com a mesma importância, além de compartilhar dos direitos e deveres civis. No entanto, no Brasil, a saúde, principalmente em relação à gravidez na adolescência, se vê elitizada e concentrada apenas nos grandes centros. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos fundamentais: a negligência governamental na construção de delegacias em regiões afastadas dos grandes centros e a ausência de debate contra comportamento sexual inadequado.
Primeiramente, é indubitável a negligência governamental em relação à distribuição de delegacias, tendo em vista que a maioria está localizada nos grandes centros. Segundo dados do portal G1, cerca de 70% das meninas são vítimas de espancamentos, estupros, estão sujeitas ao vício em álcool e drogas, e também a Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST), já que muitas vezes não utilizam preservativos. Conquanto, evidencia-se a carência estrutural de instituições policiais e a ineficácia legislativa que protegem mulheres em caso de assédio.
Outrossim, é notória a dificuldade encontrada no comportamento sexual inadequado para menores de idade , uma vez que, por ser ainda mais frequente nas periferias, tem a ausência de debate. Nesse cenário, o filósofo e sociólogo Habermas traz uma contribuição relevante ao defender que a linguagem é uma verdadeira forma de ação, ou seja, a sociedade responsável deve discutir e ressaltar a importância do comportamento ético para todas as classes sociais. Sendo assim, fazem-se necessárias políticas que busquem soluções dos desafios para reduzir os casos de gravidez na adolescência, de forma que a ótima expectativa apresentada por Habermas seja valorizada no Brasil.
Em vista dos fatos supracitados, faz-se necessária a adoção de medidas que venham conter os riscos da gestação na adolescência para a vida da população brasileira. Destarte, cabe ao Governo Federal, em parceria público-privado, incentivar a construção de instituições policiais por meio de um acordo de isenção fiscal progressiva relativa à distância da cidade em relação aos grandes centros urbanos, afim de que a proteção da dignidade humana se expanda para todo o território nacional e possa chegar nas áreas mais remotas. Ademais, o Ministério da Educação deve promover amplo debate escolar acerca dos criminosos que praticam a importunação sexual, independentemente da idade, gênero, religião e recursos econômicos, com a intenção de estimular conhecimento de estudantes para não serem violentados. Somente assim, essa problemática será gradativamente erradicada e a nação ascenderá rumo ao desenvolvimento.