Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 08/11/2021
Sob esse viés, torna-se essencial enfatizar que a falta de informações catalisa o entrave. Nessa perspectiva, a série da Netflix “Sex Education” retrata o contexto de diversos alunos de uma escola que apresentam problemas sexuais, os quais foram amenizados pela educação no assunto fornecida por um dos estudantes. Não obstante, fora da ficcção, observa-se que a sexualidade tornou-se um tabu nas escolas, a temática não é debatida, tampouco ensinada. Por conseguinte, muitos jovens não fazem o sexo de forma segura, o que p, aerpetua os problemas dessa ordem, como a gravidez indesejada. Dessa forma, segundo a Secretaria de Saúde de São Paulo, à cada 21 minutos, uma adolescentre entre 10 a 14 anos engravida, fato que comprova a carência desse ensino.
Ademais, é imprescindível salientar não só a causa, mas também a consequência do imbróglio. Assim sendo, de acordo com a Fundação Abrinq, 30% das mães adolescentes não concluem o ensino fundamental pela dificuldade de conciliar a maternidade e o estudo. Em decorrência, a formação dessas jovens torna-se deficitária. Nesse prisma, segundo a “Modernidade Líquida” de Zygmunt Bauman a contemporaneidade é fugaz como líquidos. À vista disso, o mercado de trabalho se enquadra nessa conjuntura fluída, ao passo que é alterado constantemente para exigir maior especialização. Desse modo, essas mães terão menores chances de se adequar a esse cenário e conseguir melhores empregos. Assim, devido a evasão escolar, a ascensão social é atenuada.
Portanto, é mister que diligências sejam tomadas para solucionar essa problemática. Logo, cabe ao Ministério da Educação (MEC), em parceria com o Ministério da Saúde, criar a campanha midiática de prevenção a gravidez na adolescência a ser veiculada nas redes sociais-principais meios formadores de opinião- para estimular o sexo seguro, a fim de atenuar a gravidez precoce, por meio de vídeos animados que expliquem os principais métodos contraceptivos e as consequências de concepções precoces. Para tal, os ministérios deverão criar o roteiro dos vídeos com auxílio dos seus profissionais Destarte, com essa política pública, o problema deixará de acontecer de forma inercial.