Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 18/03/2020
O filme “Juno” relata a experiência de uma jovem que enfrenta várias dificuldades (sociais, psicológicas e físicas) por uma gravidez precoce e indesejada. Todavia, fora da ficção, essa é uma amostra do impasse, gravidez na adolescência, configurante do cenário contemporâneo brasileiro. Nesse sentido, resta discutir a respeito das implicações sociais dos casos de gravidez na adolescência e estipular medidas para que esse fator decaia no país.
Em primeiro plano, cabe ressaltar sobre a dificuldade da gestação no período da adolescência. Indiscutivelmente, o número de casos de gravidez indesejada na puberdade é um fator crescente na sociedade atual, apesar da oferta gratuita de métodos contraceptivos pelos postos de saúde. De acordo com dados fornecidos pela Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 7% das gestantes brasileiras apresentam idade inferior a 19 anos. Com isso, é necessário dizer que as gestações precoces, na maioria das vezes, sem planejamento, podem ter um efeito insatisfatório na vida das adolescentes, privando-as da vida social e, futuramente, do acesso ao ensino superior.
Outrossim, é de suma importância salientar sobre a ineficiência governamental sobre esse fator. Apesar de a educação sexual ser um tema pouco abordado, o Governo Federal falha em não investir em projetos que previnam que essas situações aconteçam. Sob esse mesmo ponto, cabe pontuar, também, sobre a fragilidade na infraestrutura dar suporte à criação necessária para uma no período da puberdade, uma vez que o abandono paternal torna a situação mais arriscada para as jovens. Por consequência dessa falta de investimentos na área da saúde, cada vez mais ocorre à morte de jovens e adolescentes, como fruto de enfermidades geradas durante o período de gestação, juntamente com a depressão pós-parto.
Entende-se, diante dos fatos expostos, que cabe ao Governo Federal em conjunto com o Ministério da Saúde e as emissoras televisivas, criarem uma campanha nacional de combate à gravidez precoce, investindo na conscientização por meio de formadores de opiniões, de modo que atinja o público jovem e influenciá-los ao uso de métodos contraceptivos e de prevenção de DST’s. Ademais, a escola, como principal pilar para a educação, deve, em parceria com os órgãos de saúde dos municípios, promoverem aulas com o auxílio de profissional da saúde, para ressaltar sobre os riscos de uma gestação no período da puberdade, como também, auxiliar as adolescentes que estiverem grávidas, promovendo auxílio e amparo necessários para que sigam um melhor caminho perante à essa situação.