Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 10/03/2020
O filme Juno, de 2007, retrata a gravidez precoce de uma jovem homônima de 16 anos, bem como mostra as dificuldades de uma gestação nessa faixa etária. Fora da ficção, o Brasil é um país que apresenta altos índices de gravidez na adolescência. Logo, tem-se como catalisador do problema, a falta de informação acerca do assunto, e como consequência um grande número de riscos, tanto para a mãe, como para o feto.
Em primeiro plano, é essencial evidenciar a falha familiar e da escola em relação a educação sexual. Ainda é comum na sociedade arcaica brasileira, ter-se a concepção de que esse tipo de informação incentiva adolescentes a iniciar a vida ativa sexualmente temporãmente. No entanto, consoante o site GaúchaZH, quando chegam ao fim do ensino médio, com ou sem educação sexual, quase metade já tornou-se sexualmente ativo. Ou seja instruir sobre métodos contraceptivos não é um fator que impulsiona atividade sexual, mas certamente é capaz de prevenir gestações indesejadas.
Analogamente, é imprescindível ponderar a parte biológica da problemática. O artigo 6 da Constituição Federal de 1989 garante a todos o direito à saúde. Em contrapartida, a gravidez na adolescência pode causar inúmeros danos a vida da gestante como depressão e aumento da pressão arterial, assim como a do bebê, que podem nascer prematuramente, desencadeando inúmeros problemas ao longo da vida, além da possibilidade de aborto espontâneo, o que torna-a um problema de saúde pública.
Diante dos fatos supracitados, faz-se míster a realização de mudanças a fim de reduzir as taxas de gravidez na adolescência no Brasil. O Ministério da Saúde, juntamente com o Ministério da Educação, tem o dever de propor projetos de educação sexual nas escolas, com pedagogos especializados na área, com o fim de que os jovens tomem conhecimento das possibilidades de uma vida sexual saudável. Dessarte a realidade de Juno será cada vez mais fictícia.