Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 23/08/2019

No contexto sociocultural brasileiro, a gravidez precoce alcançou índices alarmantes e traz profundas consequências à vida das adolescentes e seus filhos. Fica claro que a falta de educação sexual pela família e escola, constitui uma das principais causas desse entrave, bem como a desigualdade social e a pobreza, que expõem as jovens a esse risco. Consequentemente, tem-se problemas de saúde que podem resultar em morte e comprometimentos futuros. Desse modo, intervenções são necessárias.

Em primeira instância, é importante salientar que a deficiente educação sexual e a desigualdade são causas basilares dessa mazela. É notório que falar sobre sexo e métodos contraceptivos ainda é considerado inapropriado para muitas famílias brasileiras e, além disso, é um assunto pouco discutido nas escolas e não faz parte das grades de matérias, dessa forma, as adolescentes ficam extremamente expostas à gravidez precoce. Outro fator relevante é a questão social e a pobreza que existem no país, já que esses fatores comprometem a vida dessas jovens que não possuem acesso à educação, saúde e qualidade de vida adequados, fatos que as deixam ainda mais vulneráveis a esse entrave. Com isso, sabe-se que a educação sexual eficiente que vise proteger e informar as garotas é a principal forma de se combater esse grave problema.

Em segunda instância, é necessário analisar que a gravidez na adolescência acarreta sérias consequências à saúde da jovem e também da criança gerada. É evidente que o corpo de uma menina que saiu da infância a pouco tempo ainda não se encontra preparado para uma gestação e esse processo pode trazer deficiências à saúde delas e, em casos extremos, resultar em morte. Outrossim, sabe-se que essa mazela compromete profundamente o seu futuro, fator que gera ainda mais desigualdade e pobreza na sociedade brasileira, já que muitas delas encontrarão obstáculos no desenvolvimento psicossocial e profissional. Sendo assim, nota-se que esse entrave já se configura como um grave problema social e de saúde pública.

Portanto, é  possível inferir que a falta de educação sexual e a desigualdade social contribuem para a elevação dos índices de gravidez precoce e gera consequências drásticas. Por conseguinte, é necessário que o Ministério da educação, em parceria com as escolas e famílias, elabore um projeto que inclua o tema na grade de matérias para os adolescentes, com o objetivo de apresentar métodos contraceptivos que os protejam da gravidez e doenças, por meio de palestras com especialistas e filmes. Ademais, é importante também que o Ministério da saúde, em parceria com a mídia e empresas digitais, passe a abordar o assunto, com intuito informativo em redes sociais e campanhas publicitárias, que alertem os jovens e os informe. Dessa maneira, essa mazela atingirá menores proporções.