Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 11/08/2019
Sob a perspectiva filosófica de Platão, o “Mundo das Sombras " é marcado pela alienação e falta de conhecimento, já o “Mundo das Verdades” se configura pela presença do saber. Hodiernamente, esse panorama filosófica assemelha-se a realidade dos adolescentes brasileiros que por desconhecerem as variedades de métodos contraceptivos, acabam tornando-se pais na juventude. Nesse sentido, não há dúvidas que a gravidez na adolescência é uma realidade decorrente não somente devido a negligência governamental mas também pela vulnerabilidade social.
A priori, vale ressaltar que a Constituição Cidadão de 1988 garante o direito a proteção à maternidade e à infância . No entanto, o Poder Executivo não efetiva esse direito. Consoante Gilberto Dimenstein na obra “O Cidadão de Papel” o brasileiro tem seus direitos garantidos somente no papel, pois a realidade é muito diferente. Desse modo, verifica-se que a gravidez na adolescência é resultado da ineficiência do Governo em implementar a educação sexual nas escolas, visto que a instrução sexual no ambiente escolar ainda é visto erroneamente como ato que alicia os jovens para a prática do sexo. Nesse sentido, muitas jovens engravidam precocemente por ainda estarem no “mundo das sombras”
Outrossim, a vulnerabilidade social ainda é uma das causas para a existência da gravidez na adolescência. De modo infeliz, os jovens de baixa renda não desfrutam de direitos como; saúde e educação. Nesse sentido, a formação social é a adequação de um planejamento familiar são fatores inexistente nessa esfera da sociedade. Essa conjuntura, de acordo com as idéias do contratualista Jonh Locke, configura-se uma violação do “contrato social”, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que tais cidadãos gozem de direitos essenciais. Assim, uma mudança na estrutura política é fundamental para diminuir a taxa de fecundidade entre os jovens.