Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 08/08/2019

O filme “Juno” traz uma adolescente de 16 anos que engravidou do seu melhor amigo e decidiu entregar seu filho à adoção. Fora da ficção, a gravidez precoce já é uma realidade no Brasil. Devido a lacunas sociais, esse cenário é frequente e gera grandes consequências, as quais urgem uma postura do poder público e familiar.

Em primeiro lugar, é válido destacar as origens da problemática. A princípio, há dificuldade na formação familiar acerca da sexualidade dos jovens, uma vez que é visto por muitos adultos como um tema complexo. Esse ponto de vista é confirmado pelo filósofo francês Foucault, o qual afirma que alguns assuntos são silenciados na sociedade com objetivos claros. Assim, os responsáveis não se sentem aptos para orientar os adolescentes na vida sexual e os possíveis riscos, o que acarreta muitos casos de gravidez precoce.

Por conseguinte, as maiores vítimas são os jovens, que têm a adolescência interrompida e são obrigados a amadurecer antes do tempo. A partir disso, observa-se a evasão escolar das adolescentes devido às limitações físicas e aos julgamentos da sociedade, provocando um déficit na formação escolar. Além disso, eles correm risco de contrair alguma doença sexualmente transmissível, como a AIDS ou a sífilis, as quais podem levar complicações.

Fica evidente, portanto, que a gravidez na adolescência é um caso de saúde pública. Logo, o Ministério da Saúde, junto ao Ministério da Educação, deve promover palestras e debates nas escolas sobre a educação sexual, em todos os anos letivos, com a presença de ginecologistas, a fim de orientar os adolescentes sobre a temática. Assim como é preciso orientações aos responsáveis sobre como debater esse assunto com os jovens e isso pode ser feito nas palestras supracitadas, como o auxílio de psicólogos