Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 04/07/2019
De acordo ao Estatuto da Criança e do Adolescente (E.C.A), é dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança ou adolescente, o direito à vida e saúde. No entanto, a realidade se difere do que está “assegurado”, mais precisamente na questão da gravidez precoce dos adolescentes brasileiros, um empasse relacionado a problemas de saúde pública e falta de conscientização e prevenção. Convém analisar as causas de perpetuação de tal problema a fim de encontrar soluções cabíveis a situação.
É mister destacar que, a gravidez de menores de idade sempre foi um problema corriqueiro em terras brasileiras. Sempre foi um tabu nas escolas falar sobre sexo e suas consequências, apenas de alguns poucos anos para cá que o assunto vem ganhando familiaridade nas salas de aula, contudo, os temas abordados giram em torna das doenças sexualmente transmissíveis, que é claro, não deixa de ser algo que tem sua importância no debate, porém, a orientação para prevenção da gravidez ainda parece ser algo que leva constrangimento aos tutores e aos pais. Os “superiores” acreditam que falar sobre tal tema pode levar os adolescentes a se tornarem sexualmente ativos, grande equívoco, pois não falar sobre é o mesmo que não orientar.
A desigualdade é outro fator acachapante que aumentam as estatísticas em relação a gravidez precoce. Em uma pesquisa elaborada pelo Dr. Drauzio Varella, é constado em uma entrevista feita com mulheres de todos o Brasil que, de adolescentes que tinha apenas 1 filho, 35% vinham do nordeste, eram negras e de baixa renda.
Portanto, são notórios os fatores da falta de informação , e desigualdade social que levam a uma gravidez prematura. É mister que, o Estado promova campanhas de conscientização por meio de palestras, workshops e treinamentos aos professores, da mesma forma deve desenvolver programas de saúde que ajudem as gestantes nas fases de gestação e pós gestação, com uma atenção maior com as pacientes mais carentes.