Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 03/07/2019

A banalização do sexo e a falta de orientação traz consequências a toda sociedade. No Brasil, gravidez na adolescência é cada vez mais comum e apresenta um alto índice, segundo a OMS, cerca de 7% das gestantes apresentam idade inferior a 19 anos. Desse modo, pode-se analisar como a ausências da educação sexual e a influência da mídia contribuem nessa problemática.

A falta de educação sexual é o principal fator para a permanência do problema. Nas escolas, o foco dos docentes e do material didático está em ensinar sobre as doenças sexualmente transmissíveis e no uso correto do preservativo. Deixando de lado o assunto gravidez na adolescência. Em casa da mesma forma, por não se sentirem à vontade ou habilitados para esse tipo de conversa, os pais acabam negligenciando esse assunto. Como consequência, cada vez mais os jovens iniciam a vida sexual com o mínimo de informação.

Ademais, a banalização do sexo, muitas vezes exposto pela mídia excita a curiosidade dos jovens. Em razão disso, cada vez mais cedo os jovens experimentam o contato sexual. No entanto, a falta de maturidade e orientação adequada faz com que eles não se previnam contra uma gravidez prematura ou até doenças sexuais. Os meios de comunicação acreditam passar informações, mas na verdade, muitas vezes mostram o sexo como algo comum e sem resultados negativos. Portanto, deve ser tratado com mais responsabilidade.

Portanto, é necessário que medidas sejam tomadas. O Ministério da educação deve promover palestras sobre educação sexual, para pais e filhos, ministradas por profissionais capacitados, para alertar aos pais sobre a importância do diálogo e aos jovens sobre os perigos do sexo desprotegido. A mídia por sua vez, pode realizar campanhas de conscientização sobre gravidez na adolescência, e ter mais responsabilidade na forma de expor seus conteúdos.