Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 04/07/2019

No Brasil contemporâneo, o índice de gravidez na adolescência é exorbitante a ponto de superar a média latino-americana, conforme a Organização Mundial de Saúde (OMS). O cenário apresentado precisa ser alterado, uma vez que várias jovens têm seus futuros prejudicados e mazelas sociais são intensificadas no país, entre outros impactos negativos. Logo, é urgente combater as causas do problema em questão, por exemplo, a carência de educação sexual e a falta de intervenção familiar, para melhorar o bem-estar da nação.

De fato, o corpo juvenil feminino ainda não está devidamente formado para manter uma gravidez em razão disso a gestação precoce não só pode acarretar diversos malefícios à saúde como também é a principal causa de morte de adolescentes de 15 a 19 anos na América, segundo o G1. Merece menção, a falta de maturidade dessas jovens para lidar com todas as responsabilidades da maternidade, o que é capaz de gerar distúrbios psicológicos e  de impedir uma criação apropriada do recém-nascido . Ademais, a maioria dessas mães novas não conseguem ascender profissionalmente ou intelectualmente, pois abandonam os estudos. Infelizmente, a falta de orientação sexual adequada por profissionais nessa área agrava a situação abordada devido, sobretudo, à falta de conhecimento a respeito da utilização de métodos anticoncepcionais e dos efeitos de ato sexual imprudente.

Nesse contexto, a gravidez na adolescência contribui para a persistência de sequelas sociais visto que a pouca escolaridade dessas meninas, geralmente de baixa renda, impede os seus filhos de usufruírem de uma melhor condição de vida e, assim, repetindo os ciclos da pobreza e da marginalização. É essencial a família amparar a jovem de maneira análoga ao apresentado na música  " Papa Don´t Preach" da Madonna, a qual estimula os pais a acolherem suas filhas grávidas no período abordado. Tal atitude merece destaque já que ajuda a romper significativamente a continuidade dos ciclos citados, porque a moça poderá conciliar os cuidados do filho e o crescimento pessoal.

Portanto, a  realidade discutida necessita de mudanças a fim de impedir o sofrimento de mais meninas e, consequentemente, favorecer um futuro prospero a elas. Para atingir esse objetivo, o Ministério da Educação deve orientar rapazes e moças sobre o uso de métodos contraceptivos e os vários impactos do ato sexual na adolescência por meio de palestras com profissionais da saúde, preferencialmente em ambientes públicos. Além disso, as famílias precisam auxiliar a grávida com as responsabilidades maternas por intermédio de uma participação ativa nesse momento.