Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 02/07/2019

Nas décadas anteriores, os casamentos aconteciam, em geral, entre adolescentes, além de rapidamente gerarem, de acordo com historiadores, em torno de 6 filhos por casal. Contudo, hodiernamente, um dos maiores desafios vivenciados pela juventude brasileira é justamente a gravidez precoce, devido a alteração dos valores da sociedade e a atual condição socioeconômica do país.Tal condição é extremamente prejudicial para o desenvolvimento físico e psicológico dos envolvidos e se deve, sobretudo, à desinformação sobre educação sexual por falha familiar e à própria banalização do ato pela mídia. Dessa forma, são primordiais ações dos responsáveis e dos meios de comunicação as quais objetivem a solução do conflituoso cenário.

Nesse contexto, é pertinente relacionar a gestação na adolescência à falta de educação sexual nas famílias, o que ocasiona a realização de relações descuidadas, expondo os jovens não só à gravidez, mas também à aquisição de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs). Em verdade, 75% das adolescentes grávidas afirmam a não utilização de preservativos ou de quaisquer outros anticoncepcionais por falta de conhecimento das ferramentas, conforme a Revista Paraense de Medicina. Tal dado reflete a falha dos responsáveis na transmissão de informações essenciais para o início da vida sexual, acarretando na desregulação das ações e ocasionando a gravidez, a qual interfere permanentemente as condições biológicas e psicológicas dos novos pais.

Outrossim, a banalização do sexo protagonizada pela mídia contemporânea também é uma das razões para a reincidência da gestação antecipada. De fato, os meios de comunicação constituem relevantes formadores de opinião dos jovens, como atestado por pesquisas do jornal Datafolha, as quais confirmam que 75% das crianças aponta a televisão como sua principal fonte de informação. Assim, a crescente exibição da sensualidade e das relações íntimas como conceitos corriqueiros e simples na programação voltada para os menores de idade provoca perturbações psicológicas, as quais conduzem à irresponsabilidade no ato.

À luz dessas considerações, medidas as quais visem à superação dos empecilhos supracitados. Para tanto, cabe à família o fornecimento de educação sexual apropriada, por meio da intensificação de diálogos e da interatividade doméstica, a fim de garantir o correto direcionamento dos integrantes mais novos. Ademais, os meios de comunicação devem regular seus conteúdos voltados para o público jovem, por intermédio de parcerias com psicólogos infantis, os  quais auxiliariam na supervisão da programação, com o fito de assegurar a adequada classificação dos roteiros. Dessa forma, é possível a construção de uma geração mais preparada para a concretização de decisões maduras.