Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 03/07/2019

No filme “17 outra vez”, a esposa do protagonista teve que abandonar os estudos no ensino médio por causa de uma gravidez. A trama consegue retratar uma mazela presente no Brasil, a gestação na adolescência, visto que, o país apresenta uma taxa de fecundidade adolescente acima da média mundial. À vista disso, vale analisar os entraves que essa chaga social provoca, como o aumento da evasão escolar e as condições que à favorecem como a fragilidade social de jovens brasileiros acerca da educação sexual.

Mormente, a educação é um instrumento de construção do ser humano, é indiscutível os males que sua ausência causa no indivíduo, o filósofo Immanuel Kant já afirmava “O homem não é nada além daquilo que a educação faz dele”. Isto posto, quando a formação de um bebê acontece na adolescência, a mãe por fim acaba saindo da escola pois a vida estudantil não se concilia com a maternidade, gerando a evasão escolar. Esse fenômeno provoca diminuição no acesso à informação e à orientação, elementos que, segundo o Ministério da Educação, fazem com que os índices de gravidez diminuam, posto que, conforme a escolaridade aumenta, a gravidez precoce diminui.

Além disso, com o preconceito que há sobre a educação sexual, devido a desinformação, faz com que se torne o principal fator da gravidez juvenil, já, que provêm de uma visão familiar e entra nas escolas, de que educar adolescentes sobre como a gestação acontece e formas de se prevenir irá encorajar os jovens a iniciarem sua vida sexual. Tomando como base o pensamento de Émile Durkheim, em que o fato social consiste em maneiras de agir, pensar e sentir, exercendo influência sobre os indivíduos, forçando-os a se adaptar à sociedade que vivem. Logo, se um adolescente cresce sem o conhecimento de como pode engravidar ou evitar uma não planejada, a chance da gestação torna-se maior, segundo pesquisa feita pelo Brasil Escola, por não entender o funcionamento do preservativo, utiliza-lo de forma errônea ou, simplesmente abandonar seu uso.

Destarte, para que os casos de gravidez na adolescência e seus entraves diminuam, é preciso que o Ministério da Saúde, juntamente com a Secretaria de Saúde e Assistência Social dos municípios, criem um programa de relocação dessas mães novamente para as escolas, por meio de incentivos sociais como o Bolsa Família, a fim de ampliar suas chances de retomar sua vida estudantil, abrindo caminho pro mercado de trabalho posteriormente. Ademais, é importante que o Ministério da Educação, elabore um programa de prevenção à gravidez, mediante a inclusão da matéria de educação sexual, inicialmente, por palestras ministradas por médicos, em seguida, sua entrada na grade curricular. Dessa forma, a sociedade se aproxima do combate á problemática e da harmonia social para todos.