Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 03/07/2019
Na antiguidade, pelo fato da expectativa de vida ser baixa, o casamento entre pessoas de idades entre 12 e 20 anos era considerado normal e, consequentemente, a gravidez nessa idade também.Hodiernamente, a expectativa de vida é mais elevada e o casamento nessa idade não é permitido, no entanto, a gravidez precoce continua ocorrendo e o Brasil possui o maior número de casos de gravidez na adolescência da América Latina de acordo com a OMS. Nesse contexto, é importante prevenir a gravidez na adolescência uma vez que essa pode trazer prejuízos para os adolescentes que assumem essa responsabilidade.
Em primeiro lugar, é notável que os relacionamentos na adolescência são, em geral, instáveis, por isso, uma gravidez nessa fase é não desejada e não planejada. Dessa forma, além de o corpo da menina não estar completamente preparado para um gestação, o abalo psicológico causado pela surpresa de uma gravidez indesejada pode levar, em alguns casos, à depressão pós parto e, até mesmo, à rejeição da criança. Além disso, uma gestação na adolescência compromete os estudos dos jovens que se tornam pais de forma precoce, o que pode gerar consequências para o futuro desses uma vez que, com os estudos interrompidos, alcançar uma boa colocação no mercado de trabalho é mais difícil, o que colabora para a ampliação da desigualdade social.
Ademais, deve-se considerar, também, os meios para se combater essa questão. Uma das principais ferramentas para prevenir a gravidez é pelo uso de métodos contraceptivos. No entanto, pela falta de uma educação sexual,, muitos pais têm dificuldade de conversar com seus filhos sobre a questão da sexualidade na adolescência e acabam por não alertá-los da relevância do uso desses métodos de contracepção. Outrossim, o assunto também não é abordado de forma constante nas escolas. Portanto, a ausência de uma educação sexual contribui para a desinformação dos adolescentes, o que colabora para um crescimento no número de casos de gravidez precoce.
Fica evidente que a gravidez na adolescência traz consigo efeitos negativos para os jovens e, por isso, é importante ser prevenida. Para tanto, cabe à mídia, utilizar da ficção engajada para divulgar a importância de uma educação sexual em âmbito familiar e escolar, visando a quebra desse grande tabu social. Ao Ministério da Educação, em parceria com o Ministério da Saúde, cabe a inserção de projetos sobre a educação sexual nas escolas de forma constante, como aulas de discussão sobre o tema e sessões de “tira-dúvidas” mediadas por um especialista no assunto, de modo a manter os jovens informados acerca da sexualidade e, principalmente, das consequências de uma gestação precoce, incentivando-os a tomar os devidos cuidados para evitá-la.