Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 05/07/2019

É notório que a gravidez na adolescência é um problema de saúde pública. Mesmo com avanços educacionais, o cenário de iniquidade permanece e reflete na sociedade brasileira, uma vez que, há um aumento no risco da mortalidade infantil e materna em consonância à evasão escolar.

Primeiramente, o Sinasc estima que mais de 500 mil jovens entre 10 e 19 anos dão à luz anualmente no Brasil. Além disso, dados da Organização Mundial da Saúde, aponta que a taxa de bebês mortos no parto e no primeiro mês de vida são até 50% superiores em mães adolescentes do que em mulheres entre 20 e 29 anos. Cabe ressaltar, que o aparelho reprodutor de uma jovem não está completamente preparado para gerar uma criança, com isso é comum ocorrer abortos espontâneos e até mesmo a ruptura do colo do útero.

Outrossim, estudos feitos pelo IBGE e pelo Ministério da Educação, comprovam que 35% das jovens que abandonam a escola são mães adolescentes, e apenas 2% delas dão sequência aos estudos após engravidarem. Com essa pesquisa percebe-se que a maternidade antecipada, é a principal causa da evasão escolar de meninas nessa faixa etária.

Dessa forma, para que o problema seja sanado, deve ocorrer parcerias entres escolas e secretarias de assistência social, promovendo palestras de orientação sobre os riscos e os problemas da gravidez na adolescência, por meio de médicos e professores de biologia explicando o desenvolvimento do corpo e do aparelho reprodutor. Ainda, campanhas televisivas durante o ano todo informando sobre medidas preventivas que contribuam para a redução de gravidez prematura. Cabe ainda mencionar, para auxiliar as inúmeras meninas que já se encontram nessa situação, deve se ampliar o atendimento individual e acompanhamento psicológico e social para que elas não deixem os estudos.