Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 01/08/2019

No contexto atual, a gravidez na adolescência é um problema com um grande destaque no Brasil. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), no Brasil, a taxa é de 62 adolescentes grávidas para cada grupo de mil pessoas do sexo feminino na faixa etária entre 15 e 19 anos. Além disso, o Brasil apresenta a taxa de fecundidade adolescente acima da média mundial. A partir disso, é notório que a problemática vem ganhando força em meio a sociedade, e a base educacional falha e a falta de informações entre a juventude são dois fatores contribuintes ao problema destacado.

Em primeiro lugar, a base educacional é fundamental na vida do adolescente, principalmente quando a pauta é a educação sexual. Porém, muitos pais ainda tratam o sexo como um tabu, o diálogo familiar torna-se inexistente, sendo que esse assunto é de suma importância para ser tratado com os juvenis. Além disso, existe o impedimento dos pais perante as escolas, para que não haja aulas voltadas sobre o assunto, pelo pressuposto de que os incitará a praticar o ato sexual. Desse modo, urge que medidas são necessárias para que essa problemática seja revertida.

Outro fator contribuinte, é a falta de informações dos jovens sobre o assunto. São incontáveis aqueles que são carentes de conhecimento, como sobre os métodos contraceptivos, preservativos e os perigos da pratica desprotegida e isso atinge as comunidades mais frágeis no país. Ademais, ocorre a evasão escolar, conforme dados dos Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), cerca de 75% das jovens que possuem filhos abandonam a escola e assim gera também uma difícil inserção no mercado de trabalho, mudando completamente a vida do individuo. Sendo assim, fica claro que a falta de conhecimento é um impulsionador desse empecilho no país.

Em virtude dos fatos mencionados, medidas são necessárias para realizar as mudanças deste percurso. O Ministério da Educação em conjunto com o Ministério da Saúde e o MEC deve organizar palestras sobre a educação sexual e debates no ambiente escolar, para pais e alunos promovendo atividades informando sobre os métodos contraceptivos, preservativos, os riscos de uma gravidez precoce e do sexo desprotegido. No intuito de atingir uma grande proporção de pessoas, com a ajuda das mídias sociais, os mesmo deve promover a importância do diálogo familiar, os orientando e incentivando a tomarem sempre as medidas certas. Portanto, assim será possível alertar os juvenis sobre este quesito e assim reduzir os índices de gravidez na adolescência.