Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 04/07/2019
Promulgada pela ONU (Organização das Nações Unidas) em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos direito a educação e ao bem-estar social. No entanto, a gravidez na adolescência impede que os mesmos desfrutem desse direito universal em sua plenitude. Nesse contexto, não há dúvidas de que esse é um problema a ser enfrentado pelo Brasil.
A priori, cabe salientar que é de conhecimento geral que, a evasão escolar no ainda é um problema muito comum no Brasil, tendo como um dos principais fatores a gravidez na adolescência. Segundo levantamentos do IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), em 2014, 76% das adolescentes que engravidaram abandonam a escola. Entre os principais impulsionadores do problema estão: a falta do apoio familiar e a precariedade financeira.
Outrossim, é preciso ressaltar que essa cultura da gestação precoce é reflexo da realidade brasileira de desordem pública, social, econômica e política. Sem dúvida, um dos grandes fatores desse descaso é fruto de uma educação deficitária, em que as escolas ignoram matérias de grande importância, as quais teriam a eficácia de ensinar e debater sobre a vida sexual, como instrumento educativo, de inclusão, formação e cidadania, capaz de proporcionar uma cultura de perversão.
Portanto, indubitavelmente, medidas são necessárias para resolver esse problema. Cabe ao Ministério da Educação a elaboração de propagandas midiáticas de cunho educativo, como campanhas de conscientização para o uso de preservativos. Para que a gravidez na adolescência continue sim a ser combatidas e consequentemente abolidas. E campanhas devem ser criadas para incentivar e apoiar as adolescentes não abandonarem os estudos. Assim, quem sabe um dia a cultura da gravidez na adolescência no Brasil possa ser vencida e extinta na sociedade.