Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 31/10/2018
É indubitável que, no cenário hodierno, a gravidez na adolescência está em voga no Brasil, dessa forma, o problema é multifacetado. Contudo, o agente predominantemente causador do impasse é o tabu em torno da educação sexual de jovens no país, visto que esta deve ser propagada a fim de diminuir a questão da maternidade precoce.
Segundo dados da Organização Mundial de Saúde, o Brasil possui uma taxa de gravidez na adolescência acima da média latino-americana. Tal quesito dá-se, majoritariamente, pela falta de informação, pois cerca de quinze milhões de gravidezes indesejadas acontecem todos os anos em 35 países de baixa renda porque as mulheres não fazem uso de métodos contraceptivos considerados modernos, como a pílula e a camisinha, segundo estudo publicado na revista especializada “Human Reproduction”. Por conseguinte, é ratificado que a falta de informação devida assola as jovens no contexto mundial, ocasionando a maternidade compulsória e precoce, que causa danos psicossociais às moças.
Pode-se mencionar ainda, a concomitância que a família impõe entre valores arcaicos e a vedação do conhecimento acerca da sexualidade e prevenção de gravidez e doenças sexualmente transmissíveis. Porquanto, o jovem assimila o conhecimento sexual de forma superficial, e, por fim, a gestação indesejada e precoce dar-se-á em função da falta de acesso aos métodos contraceptivos e, sobretudo, o discernimento raso relativo a relacionar-se sexualmente com segurança.
Dado o exposto, é vital que o Ministério da Educação altere o currículo educacional, com a finalidade de inserir matérias concernentes à educação sexual de jovens a partir dos 10 anos de idade, visto que esta é a iniciação da puberdade. Ao governo Executivo cabe a incumbência de prover subsídio estatal a ONGs de apoio psicológico e social às meninas que obtiveram gravidez indesejada, sobretudo a quem possuir vulnerabilidade socioeconômica. Somente com a união social entre o poder executivo, ministérios e ONGs, o país ver-se-á com o impasse supracitado extirpado.