Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 30/10/2018

Durante a Idade Média, a gestação de adolescentes era vista como um sinal de saúde e prosperidade. Atualmente, tal prática tornou-se obsoleta por conta dos problemas gerados ás gestantes e ao meio social. Todavia, essa objeção persiste no Brasil por conta de fatores como a falta de educação sexual nas escolas, e a ausência dos pais na vida sexual dos jovens. Assim, evidencia-se a necessidade de soluções.

Inicialmente, deve-se analisar a situação nas escolas brasileiras. Segundo o jornal “O Globo”, apenas 15% das escolas nacionais têm a educação sexual na grade escolar. Desse jeito, grande parte dos jovens crescem sem conhecer os métodos anticoncepcionais, agravando esse problema. Consequentemente, surgem objeções pessoais e sociais. Toma-se como exemplo o estado nas regiões pobres do Brasil. De acordo com o jornal “Folha de S. Paulo”, 60% dos casos de gestação precoce são registrados nos locais mais carentes do país. Desse modo, comprova-se a relação entre o desenvolvimento social com o índice de gravidez juvenil.

O segundo ponto a ser analisado é a ausência dos pais na vida sexual dos jovens. A presença da mãe e do pai é crucial na adolescência, pois é através do apoio fraterno que os jovens se sentem amparados. Segundo o sociólogo e ex-presidente do Brasil, a falta de acompanhamento dos pais é a principal causadora da gravidez na adolescência. Outra evidência importante são os índices de pais ausentes na vida sexual dos filhos. Em 2015, o Ministério da Saúde constatou que 80% dos pais não falam sobre sexo com os jovens, assim, agravando tal objeção e necessitando de soluções.

Logo, para resolver tal problema, o Governo Federal, junto ao MEC, deve aumentar os investimentos na educação sexual dos jovens brasileiros, através da inclusão dessa matéria na grade escolar nos colégios de Ensino Médio, juntamente à contratação de psicólogos, sexólogos e enfermeiros. Assim, os adolescentes adquirem o devido conhecimento sobre a gravidez e, por consequência, evitando-a. Outra medida seria o acompanhamento da vida sexual dos menores. Tal ação poder ser realizada pela família, sociedade e ONG’s, através de conselhos e apoio emocional aos jovens, por meio de visitas nas escolas e casas desses adolescentes. Com tais medidas, os menores obtêm o devido acompanhamento e conhecimento, consequentemente, diminuindo os casos de gestação infantil.