Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 30/10/2018
A Constituição Federal - promulgada em 1988 - garante a todos os cidadãos brasileiros o direito à saúde e integridade física. Contudo, os programas ineficazes de contraceptivos e o tabu da educação sexual são antagônicos a estes princípios. Destarte, evidencia-se a necessidade de promover melhorias no sistema de saúde e também, nos mecanismos relativos à educação dos jovens.
A princípio, é importante destacar a ineficácia governamental na criação de programas contraceptivos funcionais. Em antemão à teoria de Immanuel Kant, em que as ações devem ser tomadas para o bem de todos, os atuais métodos desenvolvidos pelo governo na questão da gravidez juvenil são pouco eficientes, falhando em atingir a maior parte da população. Conquanto, o reflexo é percebido nos números apresentados pela Organização das Nações Unidas (ONU), que demonstra que os números de natalidade nas idades entre 15 e 19 anos são de 64,8 a cada mil nascimentos, um número muito acima da média mundial, que é de 45 a cada mil nascimentos. Diante do exposto, fica claro como os métodos atuais de distribuição de contraceptivos, associados à fracas campanhas de conscientização, geram grandes números de jovens grávidas, dessa forma, dificulta-se sua formação profissional, além de uma possível gravidez de risco.
Outrossim, o tabu da educação sexual no Brasil é um grande problema na formação dos jovens. Consoante pensamento de Arthur Schopenhauer, isto é, o ser humano toma sua visão limitada como verdade, essa premissa está diretamente ligada ao aprendizado sexual dos adolescentes, que quando feitos de forma errada, ou então, inexistentes, os levam a crer em fatos errôneos, por exemplo, a mentira de que adolescentes virgens não engravidam. Portanto, é necessário ensinar para o jovem o peso real que a gravidez não desejada pode gerar, além de uma possível doença sexualmente transmissível (DST) a exemplo da “AIDS” (SIDA), existem grandes chances de uma gravidez de risco, que segundo a Organização das Nações Unidas no Brasil (ONU-BR), somente em 2014, 1,9 mil jovens morreram devido a complicações no parto, pós-parto ou durante a gravidez.
Infere-se, portanto, a necessidade de melhorias nos sistemas de saúde e educação. Para que isso ocorra, o Ministério da Educação (MEC) com a ajuda da família e escola, devem promover palestras e oficinas para jovens sobre o tema da educação sexual, a fim de promover o conhecimento efetivo dos sistemas de contracepção. Ademais, cabe ao Ministério da Saúde (MS) incentivar o uso dos contraceptivos distribuídos pelo governo, e também, desenvolver campanhas de conscientização nos meios de comunicação acessados pela parte mais jovem, com intenção de difundir os possíveis riscos e consequências do sexo desprotegido. Afinal, poder-se-á construir uma sociedade consciente.