Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 31/10/2018
A gravidez na adolescência, é um fator alarmante, bastante recorrente no Brasil. Segundo os gráficos divulgados pela OMS, Organização Mundial da Saúde, à cada 100 nascimentos, aproximadamente 6 são de filhos de adolescentes, entre 15 e 19 anos no país. Nesse contexto, pode-se observar que esta problemática persiste devido a forte vulnerabilidade social e ao desconhecimento dos métodos anticoncepcionais por grande parte dos jovens brasileiros .
Convém destacar, à princípio, que é indispensável atentar para a vulnerabilidade social presente na maioria dos casos de gravidez durante à adolescência no Brasil.Nesta perspectiva, a Constituição Federal brasileira de 1988, prevê, entre outros aspectos, que é dever do Estado garantir o bem-estar de todos os cidadãos bem como a assistência aos desamparados. Na prática, é evidente que esta norma constitucional não é efetivamente cumprida no país, visto que à uma margem extensa de desigualdade social e desamparo aos necessitados, colaborando com o aumento de crianças e adolescentes grávidas, de evasão escolar, e consequentemente baixa perspectiva de futuro deste setor social.
Além disto, um outro empecilho é, a ausência do uso de anticoncepcionais em relações sexuais entre adolescentes, em consequência da falta de instrução de utilização devida destes métodos contraceptivos, não ensinados nas famílias e escolas brasileiras. De acordo com o filósofo Immanuel Cante: “É no problema da educação que se assenta o grande segredo do aperfeiçoamento da humanidade.” Em outras palavras, para minimizar os inúmeros casos de gravidez na adolescência persistentes no país, é necessário primordialmente ensinar em casa e nas escolas, além de prevenir as doenças sexualmente transmissíveis, as DSTs, como também a importância da prevenção de uma gravidez não desejada e precoce.
Logo, é indubitável, que medidas estratégicas são essenciais para alterar esta problemática. O ministério do desenvolvimento social em parceria com a iniciativa privada, devem aprimorar a política de combate ao desemprego e a informalidade, para que as famílias possuam renda suficiente para suprir as necessidades básicas de sobrevivência. Além do mais, a Secretaria de Educação, deve implementar na grade curricular obrigatória das escolas, a disciplina de Educação Sexual, que por meio dos professores de ciências e biologia, para conscientizar os adolescentes e jovens sobre os riscos de se iniciar a vida sexual precocemente. Os pais, por meio do diálogo, devem orientar os adolescentes sobre a importância de iniciar o relacionamento sexual quando estiverem mais preparados para assumir uma relação madura e responsável.Contudo, espera-se, desta forma, minimizar os casos de gravidez na adolescência no Brasil.