Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 29/10/2018
A gravidez na adolescência não se constitui como fenômeno novo no cenário brasileiro. Antigamente era normal que as mulheres casassem cedo e engravidassem logo e, durante a gestação e o parto, não recebessem assistência médica regular. A sociedade se modernizou; as mulheres vislumbram diferentes perspectivas de vida. No entanto, tais avanços não impediram que, apesar da divulgação da existência de métodos contraceptivos bastante seguros, a cada ano mais jovens engravidem numa idade em que outras ainda dormem abraçadas com ursinhos de pelúcia.
Segundo o Ministério da Saúde cerca de 1,1 milhões de adolescentes engravidam por ano no país. A gravidez precoce traz riscos a saúde tanto da mãe quanto do bebe, como por exemplo a ruptura do colo do útero, o nascimento precoce e ainda tem o fato de que muitas meninas podem ter um aborto natural ou até mesmo provoca-lo; de acordo com a ONU (Organização das Nações Unidas) complicações no parto são a segunda causa de morte entre meninas de 15 a 19 anos. Além dos problemas físicos de saúde muitas jovens passam a ter depressão que pode ser resultado tanto de uma exclusão social como o simples fato dela ter engravidado. Também deve ser levado em conta que falta estrutura do sistema público de saúde (SUS) para lidar com a quantidade de jovens nessa situação.
Além dos riscos à saúde essas meninas enfrentam muitas vezes ausência de infraestrutura e estabilidade familiar para cuidar do bebe, sem contar que as classes mais carentes sofrem com a falta de informação e as vezes acesso sobre os riscos de uma gravidez precoce e as doenças sexualmente transmissíveis. O sexo ainda hoje é visto como um tabu e os pais não entendem a necessidade da importância da educação sexual nas escolas, porém de acordo com a UNESCO esse tipo de informação deve ser necessária. Outros problemas que podem ser relacionados a essa temática é a evasão escolar que afeta a vida de muitos estudantes brasileiros e também o casamento infantil imposto pelas famílias ou até mesmo desejado pelas jovens.
Diante do exposto, os caminhos para evitar a grande demanda de casos de gravidez na adolescência está diretamente relacionado a promoção de campanhas, medidas e normas mais eficazes sobre a educação sexual que abranjam principalmente as população mais carentes, sendo esse papel de escolas agindo em conjunto com os pais e o ministério da saúde. Deve haver uma maior distribuição de preservativos, o governo deve investir no SUS para que ele tenha condições de atender a todas as jovens que precisem de amparo. Deve-se proibir o casamento infantil e as uniões precoces antes dos 18 anos, para assim evitar esse caos na sociedade brasileira.