Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 29/10/2018

As altas taxas de gravidez precoce no Brasil.

Antigamente, a gravidez na adolescência era mais normal do que nos dias atuais, pois a expectativa de vida da população era baixa, porém, mesmo com o aumento da expectativa de vida, a taxa de gravidez adolescente ainda é muito evidente em regiões mais precárias e com menos escolaridade.

Em primeiro lugar, deve-se ter em mente que essa gestação precoce nunca é resultado de um planejamento e desejo dos jovens de terem filhos cedo. Isso acontece devido aos pensamentos machistas da sociedade contemporânea, pois na Grécia antiga, por exemplo, o sexo era tratado como algo natural e normal, como o fato das estátuas gregas serem deuses e deusas desnudos. Deste modo, os pais e as instituições de ensino têm medo de conversar com os adolescentes e conscientizá-los em relação a métodos contraceptivos e doenças sexualmente transmissíveis, pois muitos acreditam que por estarem conversando sobre esse assunto, estarão desta forma encorajando os jovens a iniciarem uma vida sexual, como é mostrado no texto: “Gravidez na adolescência: Informação é a melhor saída para evitar uma gestação”. Porém, isso não é verdade, a educação sexual é extremamente necessária para a diminuição da incidência de jovens grávidas no Brasil.

Em segundo lugar, a gravidez na adolescência pode ser muito perigosa e prejudicial à vida dos adolescentes, podendo causar um efeito profundo na saúde dessas jovens, como disse Carissa F. Etienne, diretora da OPAS, como também o abandono escolar dos pais para cuidar de seus filhos. A gravidez pode ser de muito perigosa, pelo fato da grande incidência de morte materna durante a gravidez, parto ou até mesmo depois dele, pelo consequência do corpo destas jovens não estar completamente preparado para uma gestação, sendo assim, um grande problema para a saúde tanto física como educacional dos envolvidos.

Sendo assim, conclui-se que é de extrema importância que o Governo Federal promova leis para a proibição de uniões antes dos 18 anos, fiscalizando todas as regiões do Brasil, e que também as instituições de ensino possuam aulas de educação sexual para mostrar aos jovens como funcionam os métodos contraceptivos e quais são eles, a fim de acabar com as altas taxas de gravidez na adolescência no Brasil.