Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 27/10/2018

As teorias demográficas, que surgiram pós grandes guerras mundiais, já se preocupavam com o crescimento da população e suas consequências socioeconômicas. Pouco tempo depois, com a teoria reformista, por Karl Marx, políticas públicas ganham relevância juntamente com o planejamento familiar. Todavia, o público jovem brasileiro ainda enfrenta a problemática da gravidez precoce, seja por falta de informação, orientação familiar ou escolar. Logo, o Estado deve intervir na mídia e educação, a fim de criar jovens conscientes

Uma das raízes do problema está no Brasil do século XIX, país patriarcal que incentivava o casamento infantil, no qual famílias prometiam, desde cedo, suas filhas aos homens mais velhos e financeiramente estáveis - reflexo na literatura romântica. De tal forma, hodiernamente, há uma taxa de 68,4 nascimentos para cada mil meninas. Ou seja, mil meninas que acabam sendo vítimas de problemas emocionais, sociais e econômicos.

Sob tal ângulo, é mister a educação sexual nas escolas, com a finalidade de informar garotos e garotas sobre a responsabilidade de ser ativo sexualmente, a importância dos métodos contraceptivos e mostrar que a falta de diálogo nada mais é que um retrocesso. Ademais, família presente que orienta e zela é um dos pontos para que a gravidez na adolescência no Brasil tenha sua taxa diminuída - conforme frase da escritora Clarissa Corrêa: ‘‘Família é a base, porto seguro e refúgio.’’

Urge, portanto, Estado e MEC fomentar a educação sexual com projetos interdisciplinares, nas escolas, com Biologia e Sociologia, por meio de atividades lúdicas e palestras, a fim de quebrar tabus sobre o assunto, de modo a instruir e diminuir os casos de gravidez precoce entre os jovens brasileiros. Todos os fatos supracitados com o objetivo de alertar adolescentes a aproveitarem tal fase de maneira leve, responsável e prazerosa.