Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 26/10/2018

De acordo com estudos geográficos, o Brasil se encontra na quarta fase de transição demográfica, no qual a partir do desenvolvimento da medicina e da difusão de métodos contraceptivos a taxa de natalidade diminuiu aliada a taxa de fecundidade juvenil. No entanto, observa-se que o número de adolescentes grávidas no Brasil ainda se mostra acima da média quando comparada aos países mais desenvolvidos, o que pode gerar diversos impactos negativos para o desenvolvimento desses jovens. Desse modo, faz-se necessário um estudo sobre a problemática e alternativas para combatê-la.

Em primeira análise, evidencia-se que conforme a mentalidade machista impregnada em nossa sociedade advinda de raízes históricas, como a subjugação da mulher influenciada pela igreja católica no período medieval, ocorre um grande estigma e preconceito às adolescentes que engravidam. Tal fato decorre do pensamento retrógrado de que as mulheres não possuem desejos sexuais próprios e devem se “preservar” até encontrarem a pessoa ideal o casarem, ao contrário dos homens. Desse modo, a culpa da gravidez recai majoritariamente sobre as meninas, que de acordo com essa mentalidade deveriam ter se precavido ou não realizado tais atos.

Em segunda análise, nota-se que a falta de informações oriundas da negligência governamental e familiar são um dos fatores preponderantes para a problemática. A ausência de uma disciplina que envolva educação sexual nas escolas brasileiras é um grande atraso para a sociedade, pois dificulta o acesso à informações básicas sobre o assunto e que muitos não tem conhecimento, como a existência de diversos métodos contraceptivos além da camisinha, tais quais a pílula do dia seguinte ou mensal, o anticoncepcional injetável e até camisinhas femininas, que são pouco comentadas. Ademais, as famílias não dialogam sobre o assunto por se tratar de um “tabu” ou por ingenuamente pensarem que seus filhos ainda não estão na idade.

Infere-se, portanto, que medidas sejam tomadas para reverter essa situação. Sendo assim, é imperativo que o Ministério da Educação implemente na base curricular das escolas do ensino médio a disciplina de educação sexual, no sentido de informar e prover conhecimentos necessários para que os jovens saibam se proteger devidamente e estejam plenamente conscientes sobre seus atos e consequências. Dessa maneira, a gravidez na adolescência diminuirá e até a saúde sexual desses jovens será beneficiada.