Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 26/10/2018
Nas sociedades antigas, como exemplo a Grécia, era normal o matrimônio e consequentemente, a gravidez precoce. Porém, com o passar do tempo constatou-se que essa condição é demasiadamente prejudicial às jovens (tanto em aspectos social, quanto de saúde psicológica e física das mães e filhos). Entretanto, mesmo após todas essa informações o Brasil não conseguiu adotar medidas eficazes para se livrar do impasse da gravidez na adolescência, visto que 70 a cada 1000 garotas se tornam mães antes dos 19 anos no país. O número é alto se comparado a média mundial -menos de 50 a cada 1000. Com efeito, evidencia-se a urgência em sanar a problemática.
Em primeira análise, é evidente que existe um tabu dentro das famílias e escolas ao se tratar de sexualidade. Os pais não falam sobre e deixam o papel para a escola e a mesma não é eficaz em falar do assunto. Consoante a isso, nota-se que existe uma falha no sistema educacional, visto que uma das diretrizes do MEC é trabalhar a sexualidade nas escolas, porém, isso só acontece de maneira superficial. Sob o mesmo viés, segundo Immanuel kant, é no problema da educação que se assenta o segredo no aperfeiçoamento da humanidade.
Em segunda análise, o país carece de campanhas do Ministério da Saúde para o uso de preservativos. De acordo com a constituição Federal de 1988, é dever do Estado garantir saúde para toda população. Entretanto, nota-se que com a falta de conscientização por parte do governo, a saúde não alcança todos os lugares, sobretudo periferias e interiores, que são os locais de maior incidência de gravidez precoce, assim como outros problemas consequentes como mortalidade infantil e materna.
Destarte, medidas devem ser adotadas para a resolução da problemática. Primeiramente, o Ministério da Educação deve exigir que todas as escolas tenham ações perenes e eficazes sobre sexualidade e prevenção de gravidez, inclusive com avaliações para que os alunos realmente entendam o assunto. Posteriormente, devem ser feitas por esses alunos campanhas de casa em casa nas comunidades (principalmente periferias e interior) orientando os pais a conversarem com seus filhos e filhas sobre o assunto. Ademais, contraceptivos devem ser distribuídos durante essas ações para previnir concepções indesejadas. Assim, os números alarmantes sobre gravidez na adolescência deixarão de existir no Brasil.