Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 25/10/2018
Segundo a Lei da Inércia, de Newton, um corpo tende a permanecer para quando nenhuma força é exercida sobre ele. Fora da Física, é possível perceber a mesma condição no que concerne ao grave problema da gravidez precoce – muitas vezes, indesejada – no Brasil. Nesse contexto, deve-se analisar a base educacional, bem como a irresponsabilidade dos adolescentes.
Deve-se pontuar, de início, que a falta de conhecimento é um complexo dificultador no que diz respeito à problemática. Conforme Schopenhauer, os limites de visão de uma pessoa determinam seu entendimento a respeito do mundo. Diante dessa perspectiva, se os jovens não têm um diálogo com os pais sobre sexualidade, sua visão será limitada, o que favorece o aumento da gravidez na adolescência. Consequentemente, de acordo com o Jornal Rede Minas, 3 em cada 10 adolescentes já tiveram uma conversa sobre sexo e contracepção com os pais. Assim, é inviável a mudança de percurso do problema.
Outro ponto relevante, nessa temática, é a inconsequência dos jovens. Na obra “Modernidade Líquida”, Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, afirma que os relacionamentos da pós-modernidade são cada vez mais artificiais. Tal afirmação pode ser enxergada na sociedade brasileira, no que tange à questão dos casos de gravidez em menores de dezoito anos. Em consequência disso, esse grupo vive um estilo de vida voltado exclusivamente para o presente, sem se preocupar com os impactos que uma gestação indesejada pode, no futuro, proporcionar não somente para eles mas também para o bebê.
Torna-se imperativo, portanto, que, de modo urgente medidas sejam tomadas. Em razão disso, o Ministério da Saúde deve, em parceria com a mídia, por meio de propagandas em canais aberto e redes sociais, alertar a importância dos diálogos familiares como forma de prevenir a gravidez em menores de 18 anos. Outrossim, o Ministério da Educação deve, em parceria com pedagogos e psicólogos, realizar uma reforma no currículo escolar do ensino fundamental e médio. Tal reforma deverá incluir, na grade horária escolar, a educação sexual, com intuito de evitar as consequências que a falta de informação pode trazer. Por fim, com base na primeira Lei de Newton, o problema sairá da inércia.