Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 25/10/2018

Em séculos passados, inúmeras mulheres eram submetidas a casamentos arranjados e precoces. O período da puberdade na vida de uma menina era considerado um marco para se tornar uma mulher, apta para casar e gerar filhos. Hodiernamente, a gravidez na adolescência ainda se faz presente, contudo não mais de uma forma premeditada , mas sim problematizada. Por isso, faz-se necessário analisar o contexto familiar e também os entraves histórico-cultural que coíbe a discussão sobre sexualidade, fatores que contribuem para as altas taxas de gravidez.

Frente a isso,é preciso entender que a modernidade alterou as relações sociais, ou seja, as famílias perdem parte do tempo que era destinado ao núcleo familiar. Segundo Durkmeir, a instituição família é a responsável pela educação moral e transmissão de valores, logo esta quando é desestruturada acarretará, a longo prazo, no modo como é estruturada a sociedade. Por conseguinte, o tabu sobre o assunto sexo ainda persiste, dessa forma, a família não ensina que a vida sexual exige responsabilidade o que resulta em um número maior de jovens que adquirem conhecimento sobre o sexo na prática , expondo-se a DSTs e  gravidez precoce. Portanto,há falha na difusão de valores e no diálogo,por parte da família, na sociedade contemporânea.

Outrossim, segundo a Organização Mundial da Saúde, o Brasil tem gravidez na adolescência acima da média latino-americano. Isso demonstra que programas governamentais, como a distribuição de anticoncepcional e preservativos, mostrou-se ineficiente tendo em vista, que é indispensável aliar a distribuição à informação. Consequentemente, a falta de instrução acarretará em uma gravidez precoce que trará risco para o bebê e a mão, e também na evasão escolar de inúmeras adolescentes, que futuramente, encontrarão dificuldades para se encaixar no mercado de trabalho.

Fica claro, portanto, que é por meio da educação sexual que a gravidez precoce será combatida. O Ministério da Educação deveria promover palestras com especialistas em sexualidade juvenil, em escolas de nível médio e debates que incluem e instruem a família sobre a importância e a responsabilidade para um possível início da vida sexual logo, o tabu social sobre sexualidade será quebrado. Além disso, o Ministério da Saúde deveria ampliar as campanhas de divulgação do métodos contraceptivos, por meio de cartazes e outdoors, em lugares frequentados por adolescentes e jovens, como casas de shows, e também abrir um site na internet com bate-papo online para instruir e sanar todas as dúvidas relacionadas a vida sexual. Por fim, atacando as causas, haverá a diminuição dos seus efeitos e tal questão não será um escrúpulo na sociedade civil.