Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 25/10/2018
“No meio do caminho tinha uma pedra, tinha uma pedra no meio do caminho”. Através deste trecho do poeta modernista Carlos Drummond de Andrade, percebe-se que a sociedade ao longo do seu desenvolvimento encontra obstáculos em sua caminhada. No que se refere a gravidez na adolescência no Brasil, isso se evidencia não apenas pela negligência do Estado, mas também pela educação precária.
Sob esse viés, a princípio, é importante atentar para a negligência presente na questão. De acordo com a Constituição Federal Brasileira promulgada em 1988, garante que todo cidadão tem direito à saúde. No entanto, isso não ocorre de forma eficaz para adolescentes grávidas, infelizmente elas enfrentam vários impasses, por exemplo, não ter um pré-natal de qualidade durante sua gestação, o que pode causar tanto a morte da mãe, quanto ao do bebê.
Além disso, outra dificuldade nesse contexto é uma má educação oferecida. Segundo o filósofo Immanuel Kant, " o ser humano é aquilo que a educação faz dele". Por conseguinte, torna-se necessário uma boa educação nas escolas, pois faltam mais debates para tirar eventuais dúvidas em relação a gravidez, prevenção e como lidar com a situação, caso a jovem esteja grávida.
Infere-se, portanto, que o problema se mostra uma grande pedra a ser removida do caminho. Nessa perspectiva, é imprescindível que o Ministério da Saúde deve promover uma maior qualidade nos atendimentos das adolescentes grávidas, por meio de uma ampliação do pré-natal, criando um acompanhamento mais eficaz com especialistas da área a fim de evitar graves complicações na saúde das jovens grávidas e de seus filhos. Ademais, o Ministério da Educação deve oferecer palestras e debates por intermédio de educadores para findar dúvidas das adolescentes com o intuito de prevenir gravidez indesejada. Espera-se, com isso, atenuar problemas da gravidez na adolescência no Brasil.