Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 29/10/2018
Na antiguidade greco-romana, a sexualidade era algo natural e muito exaltada na arte, estátuas e literatura. Hodiernamente, o sexo é um tabu em muitas famílias, e, dessa forma, pouco se debate sobre esse assunto. Além disso, nas escolas, se fala muito sobre doenças sexualmente transmissíveis, no entanto, poucas tocam no assunto da gravidez. Isso faz com que, para as meninas, a gravidez pareça algo distante e incomum, mas não é.
Em primeira análise, vale dizer que, para a maioria dos adolescentes, conversar com os pais sobre sexo é algo constrangedor. Um fator que influência muito para essa situação é a religião. O cristianismo banalizou muito o corpo com o passar dos anos, e as famílias devotas tentam esconder essa realidade dos filhos, tornando o sexo um tabu, um assuno intocável. O problema é que, a falta de conhecimento atiça a curiosidade dos jovens no que tange o sexo e consequentemente, ao chegarem no último ano do Ensino Médio, 50% dos garotos e garotas já se tornaram ativos sexualmente, e achando que a gravidez é uma realidade distante, esquecem de se prevenir com anticoncepcionais, camisinhas, entre outros meios que existem.
Em segunda análise, é notório que poucas escolas debatem sobre a gravidez com os jovens E visto que, em casa, esse assunto em sua maioria é ocultado, fica sobre os professores a responsabilidade de fornecerem as informações necessárias. Informar, principalmente, que a gravidez na adolescência traz muitos riscos para saúde, tanto do bebê quanto da mãe. Além disso, em muitos países como na Turquia e Afeganistão, o casamento infantil não é considerado crime, o que acarreta uma maior taxa de adolescentes grávidas. No Brasil, mesmo não sendo permitida essa ação, é o 4º país do mundo com maior índice de casamentos de crianças, segundo um estudo do Banco Mundial. Ou seja, mais crianças grávidas.
Sob esse viés, fica clara a importância de se debater sobre esse assunto na atualidade. Diante disso, é necessário que o Ministério de Educação em parceria com a mídia, divulguem informações cabíveis para se prevenir a gravidez, junto a relatos de meninas que engravidaram jovens, expondo as dificuldades que enfrentaram, para que as adolescentes possam ter conhecimento dessa realidade. Ademais, os professores de biologia e as escolas devem implementar na grade curricular, aulas sobre sexualidade e prevenção à gravidez, para que os jovens possam tirar suas dúvidas e se informar melhor sobre esse assunto.