Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 25/10/2018

No filme “Juno” retrata a história da personagem Juno Macguff após descobrir que está grávida com apenas 16 anos. Ao decorrer do longa-metragem ela muda de ideia sobre o que fazer com o bebê, em primeiro momento decide abortá-lo, porém, sua escolha final é cedê-lo a adoção com o propósito de oferecer uma vida feliz ao filho. Nesse sentido, fora do mundo fictício essas adolescentes correm visto de vida por deterem receio do seu futuro como mães, geralmente, adquirindo decisões prejudicais para as mesmas. Dentro desse contexto, faz-se necessária uma análise sobre essa problemática.

Em primeiro estudo, é válido destacar a razão de essas possuírem medo de trazer um filho ao mundo. Nessa conjuntura, as jovens em grande maioria não dispõem do apoio do parceiro e esses decidem o abordo, além disso, elas portam o questionamento de como essa notícia será recebido pelos familiares, logo, através dessa apreensão há consequências como depressão, ansiedade e suicídio. Acerca dessa lógica, o médico Jairo Bouer formado na USP afirma em sua pesquisa que complicações decorrentes à gravidez precoce são a segunda causa do suicido de jovens no Brasil.

Nesse tocante, as condições após o parto são fundamentais para o bem estar da mãe e o filho. Nessa perspectiva, segundo à pesquisa da ONU o Brasil possui 68,4 bebês de mães adolescentes a cada mil meninas de 15 a 19 anos, desse forma, grande parte das garotas abandonam o estudo para cuidar do seu filho, o que contribui para o desemprego, dependência econômica dos familiares, constância da pobreza, baixo nível de escolaridade, abuso e violência familiar para ambos. Sob esse viés, percebe-se a relevância de um instituto presente na vida dessas mães para ajuda-las nesta fase difícil.

É essencial, portanto, uma medida que colabora com a escolha da jovem mãe e que não retire seus desejos futuros. Logo, o Governo Federal juntamente com o Ministério da Saúde e assistentes sociais façam visita às essas mães em busca de oferecer opções se, assim elas precisarem. Uma vez que, optem pela adoção os agentes deverão buscar famílias dispostas a este ato. Não só, mas também, devem construir creches com tempo integral e casas de apoio para essas jovens, para que elas possam estudar e/ou trabalhar, além de deter do apoio de um órgão se algo ocorrer negativamente com essas, assim, tudo isso deverá ser implantado como lei para que não haja mais jovens despreparadas como no filme Juno.