Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 25/10/2018

Na Idade Média, a mulher era incentivada a ter muitos filhos pois a mortalidade era alta e a expectativa de vida baixa, poucas crianças chegavam na idade adulta, além disso muitas dessas mulheres eram na verdade meninas jovens de 10 a 17 anos, mostrando que a gravidez precoce era uma marca daquela sociedade. Hodiernamente, embora a expectativa de vida seja alta em relação a Idade Média, a gravidez precoce ainda é uma realidade preocupante e frequente na sociedade contemporânea, uma vez que revela a desestruturação familiar e a falha do papel escolar na vida de meninos e meninas que acabam tendo filhos muito jovens.

A priori, é importante salientar que a gravidez precoce causa impactos na vida da mãe jovem, isto é, a menina que entra na maternidade cedo acaba não dando prioridade aos estudos e pode ocorrer a evasão escolar, o que em consequência dificulta a inserção no mercado de trabalho e de uma possível estabilidade financeira que é tão importante na sociedade capitalista. Outrossim, o corpo feminino durante a adolescência não está preparado para uma gravidez tanto físico como psicológico, tanto que, de acordo com a Organização Mundial da Saúde, o problema na gravidez é a maior causa de morte em adolescentes, principalmente as que moram na periferia.

Ademais, outro fator relevante é a desestruturação familiar como possível influência para uma gravidez precoce, uma vez que a falta de diálogo entre pais e filhos induz a ausência de orientação do adolescente em relação a realidade, valores morais e aos impactos que uma gravidez gera, além de sexo ainda ser um tabu em muitas famílias que acabam ocultando o assunto.  Além do mais, a escola também falha em não tratar o assunto de forma dinâmica, apresentando os riscos reais, os impactos, e a real importância dos métodos contraceptivos não somente para prevenir gravidez como também doenças sexualmente transmissíveis. Sendo assim, a falha da educação, resultado no aumento dos índices de gravidez precoce.

Portanto são necessárias mudanças para intervir no problema. Cabe ao Ministério da Educação promover palestras no contexto escolar a partir do primeiro ano do ensino médio, por meio de professores de biologia, para tratar dos reais impactos de uma gravidez não planejada em adolescentes, ressaltando a importância de priorizar a vida escolar e todas as formas de usar os métodos contraceptivos. Além disso, o Ministério da Saúde, também pode criar uma campanha na televisão e rádio, para pais sobre os males de não tratar a educação sexual como principal método de evitar uma gravidez e doenças sexualmente transmissíveis, para assim incentivar a família a orientar os filhos dentro de casa e estabelecer um diálogo entre pais e adolescentes.