Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 24/10/2018

A questão da gravidez na adolescência não é um problema atual, ele tem origem desde a antiguidade onde menores grávidas era visto como normal, como por exemplo, na Índia é comum casamentos infantis. Por mais que Brasil proíba tais atos, ainda é frequente crianças com idades entre 14-17 anos ficarem grávidas. Diante dessa perspectiva, cabe avaliar os fatores que favorecem esse quadro.

Primeiramente ressalta-se que a desigualdade social é um dos motivos do problema. Onde a maioria das garotas grávidas tem baixa renda, muitas das vezes não frequentam escolas ou acabam abandonando, estão sujeitas a violência sexual  e moram em lugares de difícil acesso a ajuda. Com isso, parte desse grupo estar sujeito a uma gravidez de risco colocando a vida da criança e da mãe em perigo.

Faz necessário, ainda, salientar que o machismo enraizado interfere na solução do problema. Já que é comum que a maioria das meninas não sejam estimuladas a terem diálogos diretos sobre sexo, diferente de muitos meninos. Assim criando um grande tabu entre mães e filhas. Além disso maioria das crianças que engravidam são mal vistas pela sociedade, sofrendo rejeição até da própria família.

Portanto medidas são necessárias para resolver o impasse. Dessa maneira, urge que o governo aja com medidas através do ministério da saúde implantar campanhas nos hospitais com objetivo de ajudar meninas carentes que engravidaram, dando apoio necessário na gravidez, como, ultrassom, exames de rotina e um parto saudável. A demais, cabe ao MEC (ministério da educação promover nas escolas palestras com psicólogos e sexólogos, incentivando os alunos a usar proteção e tirar suas dúvidas sobre sexo. Já para os pais, impor reuniões sobre a importância do dialogo familiar sobre esse tabu sexual que as meninas vivem. Dessa forma o Brasil poderia superar os malefícios da gravidez na adolescência.