Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 25/10/2018
É notável a intrínseca relação entre gravidez na adolescência e condições de vulnerabilidade social que esses jovens estão expostos. Segundo dados do IBGE, a maior concentração, cerca de 70%, de gravidez indesejadas estão na região Norte e Nordeste, sobressaindo mulheres negras e com baixa escolaridade.
Primeiramente, um dos principais fatores do Brasil apresentar cerca de 15% das mulheres grávidas adolescentes, segundo o Ministério da Saúde, esta na falta de educação, principalmente no que se diz a questão sexual. Uma vez que, tal assunto é tratado como tabu, não só pelas famílias, mas também na escola. Além que, o governo federal não investe recursos suficientes para que esse assunto seja mais amplamente discutido.
A banalização do sexo, principalmente por parte da mídia, aliado à falta de sensibilidade dos país, são outros motivos determinantes que justificam os números. De certo, falta de amparo de ambos converge para jovens desinformados. Inegavelmente, é necessário que os jovens conheçam seu próprio corpo, com intuito de que eles não busquem por fonte questionáveis, como sites de pornografia.
Portanto, faz-se necessário ações de conscientização sobre a gravidez na adolescência. Cabe ao Ministério da Saúde em parceria com o da Educação, campanhas, palestras e cartilhas sobre prevenção, não só da gravidez, como também das DSTs, e tenha como principal alvo grupos de riscos. Ademais, os pais tem papel fundamental, é imprescindível que quebrem esse tabu e orientem os filhos nessa questão, mostrar modos de se prevenir e perigos do sexo irresponsável, além de fiscalizar o que assistem e acessam, seja na TV ou internet.