Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 17/10/2018
Segundo a Organização Mundial da Saúde, caracteriza-se como gravidez precoce, toda e qualquer gestão que ocorra entre os 10 e 19 anos. Hodiernamente, observa-se que, no Brasil, a gravidez entre jovens ganha maior evidência e expõe um delicado problema de saúde pública e social. Nessa contextura, são precursores dessa problemática a ausência de políticas públicas voltas para o tema, bem como a falta de educação sobre o uso de métodos contraceptivos.
Convém frisar, a princípio, que a ausência de mecanismos públicos voltados para o início da vida sexual dos jovens é um agravadores desse panorama. Analogamente a essa circunstância, o filósofo Émile Durkheim afirma que quando uma instituição social falha, nesse caso o Poder Público, problemas são ocasionados na estrutura social e, nesse contexto, sua tese é firmada, uma vez que é alto o número de jovens grávidas no país. Segundo o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), o Brasil ocupa o sétimo lugar no ranking de países com maiores taxas de gestações precoces, com 65 nascimentos para cada mil jovens com idade entre 15 e 19 anos.
Outrossim, é substancial analisar a postura social dos jovens no que tange aos métodos contraceptivos, que são os principais meios de inibir as gravidezes. Nesse viés, as jovens demonstram pouquidade de conhecimentos sobre o uso de mecanismos de proteção sexual e demonstram estarem pouco preparadas para levar uma vida sexualmente saudável, o que ocasiona a evidência da prenhez precoce. Prova disso, é o desuso da camisinha que, segundo o Ministério da Saúde, apenas 56,6% dos jovens usam preservativo durante as relações íntimas. Nessa perspectiva, esses fatores seguem em um fluxo contínuo e contribuem cada vez para o maior agravamento desse quadro.
Fazem-se prementes, portanto, medidas que visem atenuar a problemática. Destarte, o Governo, por intermédio do Ministério da Saúde, deve criar um plano nacional contra a gravidez precoce, estabelecendo em escolas, postos de saúde e hospitais, debates com profissionais da área da saúde, aulas de educação sexual e oferecimento gratuito de métodos contraceptivos (camisinhas, pílulas e etc), com o objetivo de que, com essas políticas públicas, aconteça um maior discernimento de conhecimento sobre os devidos cuidados a serem tomados durante as relações íntimas entre os jovens, família e sociedade, com o objetivo de que, com essas condições, ocorra a diminuição das gestações juvenis.