Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 15/10/2018
No que se refere à gravidez na adolescência no Brasil, é possível afirmar que fatores como a falta de informação e a desigualdade social têm cooperado para esse índice alarmante do número de meninas gestantes nessa fase. Com isso, a gravidez precoce tornou-se um problema de saúde pública, uma vez que pode causar problemas psicológicos, já que muitas não apresentam maturidade suficiente para enfrentar essa situação e tem também impacto socioeconômico, pois muitas das grávidas abandonam os estudos e apresentam maior dificuldade para conseguir emprego.
Em primeiro lugar, segundo o site da Uol, muitos adolescentes tornam-se pais precocemente porque não sabem se prevenir de forma correta, não entendem o funcionamento de cada método contraceptivo. De fato, se tivessem sido ensinados a prevenir-se de forma certa, teriam evitado passar por conflitos desnecessários nessa fase.Visto que, os pais imaturos podem desenvolver problemas psicossociais, pois poderão sofrer preconceito, rejeição da família, principalmente a menina, serem obrigados a casar-se e possivelmente vão se separar, ou seja, estarão sujeitos a dificuldades que só adultos enfrentariam, e isso gera uma situação estressante para jovem casal e seu bebê.
Além disso, a juventude é um período de formação escolar e preparação para o futuro profissional, e uma gravidez pode resultar na interrupção desse processo. Nesse contexto relativo a jovens gestantes de 15 a 19 anos, estima-se que o Brasil possui 22,4% a mais que a taxa mundial, segundo a Organização Mundial de Saúde. Diante disso,se constata que a maioria dos pais prematuros ,ou seja, adolescentes, são de famílias necessitadas, desestruturadas e que também foram gerados na juventude. Já que grande parte dos pais imaturos tiveram que deixar a escola para trabalhar, e com baixa formação profissional não conseguem empregos com renda maiores. Logo, isso torna-se um ciclo vicioso em que pais carentes tem filhos precocemente, os quais também tendem a seguir esse fluxo.
Destarte, fica claro que a ausência de conhecimento e a desigualdade social fazem com que o jovem entre numa sucessão ininterrupta sem nenhuma perspectiva de mudança. Nesse sentido, é necessário que o Ministério da Educação em parceria com o Ministério da Saúde promovam campanhas de prevenção, por meio de palestras em escolas para pais e alunos, feitas por psicólogos e ginecologistas e utilizem slides e vídeos, com objetivo de informar os adolescentes a prevenir-se da gravidez antecipada. Espera-se, com isso, que os pais entendam a responsabilidade de orientar seus filhos corretamente, mas também que essa juventude tenha consciência sobre as consequências de seus atos, concluam seus estudos, e se formem profissionalmente para conceder qualidade de vida a si e aos seus futuros filhos.