Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 13/10/2018
Sob a perspectiva filosófica de Immanuel Kant, a educação é a principal ferramenta capaz de garantir a formação bem-sucedida de todo cidadão. No entanto, percebe-se que o sistema educacional brasileiro é um fator excludente para grande parte da sociedade. É possível notar tamanha precaridade pela profusão de adolescentes grávidas no país, devido à negligência estatal em não efetivar os direitos à educação de qualidade e à integração social delas.
Vale pontuar, de início, que o Brasil não evidencia a educação sexual nas matrizes escolares. Além disso, as instruções são voltadas totalmente para os cuidados com as doenças sexualmente transmissíveis, e não para como evitar a gravidez. Consoante Bauman, as relações na sociedade pós-moderna são mais fluidas, na qual não há mais um cuidado mútuo entre os indivíduos. Com isso, a falta de prevenção da gravidez precoce propicia um cenário favorável para que as jovens coloquem sua saúde em risco. Isso explica a taxa de 15% das mães do estado de São Paulo estarem na faixa de 15 a 19 anos, segundo Ministério da Saúde em 2014.
Outrossim, grande parte das jovens são segregadas para as periferias devido a sua vulnerabilidade socioeconômica. Marx e Weber explicam tal fato por meio da extratificação social, na qual os indivíduos mais empobrecidos tendem a ser marginalizados pelas suas baixas condições financeiras. Diante disso, o acesso á métodos contraceptivos torna-se difícil para as famílias que se encontram nessa situação, o que gera um quadro alarmante de gravidez precoce e indesejada. Por conseguinte, é fundamental instruir e investis nas comunidades que carecem de conhecimento e acesso aos meios preventivos para atenuar os altos índices de gestação na adolescência.