Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 23/10/2018

Equidade

Nas últimas décadas, com o aumento da inserção dos métodos contraceptivos na sociedade, houve notável aumento da taxa de jovens que se tornaram pais ainda na menoridade. Logo, também houve acréscimo de jovens em estado de evasão escolar, em especial, mulheres. No entanto, convém analisar as principais consequências da gravidez precoce na sociedade.

Partindo do pressuposto de que os métodos contraceptivos e sua distribuição são pouco eficazes na atual conjuntura social, a PhD Nancy Williamson delimita que a problemática está, por muitas vezes, intrinsecamente ligada à problemas primários, tais como: pobreza, desigualdade de gênero, discriminação e opiniões negativas em relação à meninas e mulheres. Todavia, os esforços estão voltados para diminuir o preconceito, principalmente entre meninas de 15 à 19 anos. Desta forma, a maternidade precoce se entrelaça a questões dos Direitos Humanos, tornando, no geral, as mulheres mais vulneráveis na sociedade.

No que tange aos impactos sociais supracitados, a evasão escolar torna-se a principal. Quando o assunto é as mulheres, essas tem seus direitos negligenciados, pois, de acordo com a sociedade patriarcal, uma moça ao ter um filho deve se dedicar totalmente a ele, e assim, há de deixar a escola. Por outro lado, quem pode desfrutar do direito à educação tem menos probabilidade de engravidar.

Torna-se evidente, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas públicas que visem a construção de um mundo mais sensato. Desse modo, o governo, juntamente com o Poder Judiciário, deve estabelecer leis e metas para resolver os problemas primários como a discriminação. Logo, o Ministério da Educação(MEC) deve instituir nas escolas, palestras voltadas aos adolescentes, para que criem consciência em torno da sexualidade, a fim de extinguir a desigualdade de gênero, tornando efetivamente o mundo mais sensato.