Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 10/10/2018

A cultura do sexo ficou evidente no Brasil durante os movimentos de contracultura no século XX. Naquela época, a imprudência sexual era vista como forma de protesto e, por isso, muito comum. Contudo, esse comportamento do passado perpetua até hoje e causa, por exemplo, a gravidez na adolescência. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), no Brasil, a cada 1000 gravidezes 68,4 são de adolescentes, valor muito superior ao da média nacional e responsável por diversos óbitos de jovens.Tal quadro é causado tanto pela ausência de educação sexual nas escolas, quanto pela imaturidade dos praticantes.

A priori, é interessante salientar que a escola tem um importante papel na formação do saber sexual de seus alunos, mas não exerce. De acordo com uma pesquisa do Ministério da Saúde, cerca de 50 % dos estudantes chegam ao último ano do Ensino Médio já com uma vida sexual ativa e,por isso,precisam receber, ainda na escola, uma boa fundamentação sobre o assunto, para não resultar em gestações indesejadas. Além disso, o início da sexualidade é uma fase importante para o adolescente e precisa ser acompanhada de perto pelas instituições de aprendizagem,em consenso com os pais, que devem entender que o ensino sexual não estimula as crianças a se tornarem sexualmente ativas.

Ademais, muitos indivíduos estão entrando em uma vida sexualmente ativa ainda sem maturidade. Dados da OMS informam que um índice de pelo menos 4000 das 650000 gravidezes, provém de meninas com menos de 15 anos, ou seja, crianças estão praticando sexo muito novas e sem responsabilidade. Essa prática sexual precoce decorre, essencialmente, do processo de erotização que as crianças de hoje estão submetidas. Sendo que, tal situação ocorre por intermédio de músicas de cunho sexual e o fácil acesso que crianças têm a pornografia na sociedade atual.

Destarte, torna-se evidente que o índice de adolescentes gravidas cresceu muito no Brasil, devido a ineficiência do papel da escola e o processo de erotização precoce que as crianças estão sofrendo. Portanto, inicialmente é necessário que o Ministério da Educação, principal órgão responsável por regulamentar um ensino de qualidade no país, institua na grade curricular das escolas aulas de educação sexual. Essas devem dar enfase não só para as doenças sexuais, mas também,para como evitar a gravidez infantil, por meio de  instruções sobre o manuseio de métodos anticoncepcionais e conversas detalhistas sobre o assunto.Essa mudança no ensino das escolas deve mostrar para os jovens como é fácil engravidar e desvalorizar a imprudência sexual ,como era comum na época do “sexo, drogas e rock’n roll”.