Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 09/10/2018

Os índices de gravidez entre adolescentes no Brasil estão altos. Fruto, muitas vezes, da falta de planejamento familiar e de orientação sobre a vida sexual, traz impactos socioeconômicos tanto para a mãe e os filhos, quanto à família.

Dessa forma, a gravidez na faixa etária dos 15 aos 19 anos ocorre frequentemente entre garotas que não fizeram um planejamento de suas vidas. Assim, sem nenhum direcionamento, engravidam precocemente, o que ocasiona na evasão escolar e na dificuldade de ingressarem no mercado de trabalho. Segundo dados de 2014 do IBGE, as mulheres, mesmo tendo mais anos de escolaridade que os homens, recebem menos que aqueles que realizam as mesmas funções que elas. Assim, se com a escolaridade alta já é difícil para as meninas conseguirem renda boa, para as que abandonaram a escola por conta da gravidez, fica mais difícil sustentar a si e a seus filhos.

Ademais, a concepção entre as jovens é mais acentuada entre aquelas que não receberam nenhuma ou insuficiente educação sexual. Muitas não conhecem e nem sabem como utilizar meios contraceptivos, por exemplo. Além disso, pela falta de orientação, não frequentam regularmente o ginecologista antes, durante e após a gravidez, o que pode ser danoso à saúde delas e do bebê, que não terá seu desenvolvimento saudável e adequado.

Consequentemente, algumas medidas devem ser adotadas para reverter essa situação. Logo, o Ministério da Educação deve inserir nos currículos escolares de todas as escolas públicas do país, no Ensino Fundamental 2 e no Ensino Médio, aulas extracurriculares de educação sexual e de planejamento familiar. Para isso, essas aulas serão ministradas por ginecologistas e psicólogos, respectivamente, para tirar dúvidas e orientar as garotas, com o objetivo de minar a gravidez indesejada e despreparada. Só assim a concepção precoce deixará de afetar tantas jovens.