Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 08/10/2018
Durante o período colonial e imperial brasileiro, as mulheres sempre foram subjugadas pelos homens, exercendo meros papéis maternos e domésticos dentro dos lares. De maneira análoga, ainda hoje muitas jovens se veem em ambientes patriarcais, nos quais não conseguem ter planos para a própria carreira e se imaginam apenas no papel de mãe. Dessarte, eleva-se a problemática da gravidez de adolescentes, que avança intrinsecamente ligada à realidade da sociedade brasileira, seja pela falta de orientação das famílias e escolas no uso de contraceptivos, seja pelo baixa escolaridade das adolescentes grávidas.
A priori, é indubitável que os adultos devem aconselhar os jovens em relação a vida sexual, indicando os riscos e cuidados que devem ser tomados. No brasil, entretanto, há pouco diálogo entre as pessoas. Como resultado, muitos adolescentes iniciam a vida sexual sem terem tido conselhos prévios, e acabam por cometerem erros, que colocam em risco suas futuros. De acordo com Paulo Freire, o diálogo cria base para colaboração, o que evidencia que o diálogos entre os mais experientes e meninas tem papel considerável na prevenção da gravidez delas. Nesse contexto, uma maior liberdade de conversação; orientação e diálogo, incrementa a integridade social das jovens.
Outrossim, é cabível enfatizar que a baixa escolaridade está diretamente relacionada ao fato de haverem muitas jovens grávidas. Segundo dados dos Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, mulheres com menor nível de instrução tiveram o primeiro filho por volta dos dezenove anos. Por certo, mulheres com menor grau de educação são ignoradas pelo mercado de trabalho vigente. Ainda assim, muitas delas são desertadas pelas famílias e pelo pai da criança, de modo a se tornarem mães solteiras, o que agrava sua necessidade de um trabalho fixo e ocasiona problemas psicológicos. Dessa maneira, o potencial de tais adolescentes e suas respectivas funções como cidadãs se tornam díspares e funcionam como um forte empecilho para a resolução desse imbróglio.
Portanto, é indispensável a adoção de medidas capazes de assegurar uma educação sexual de qualidade para todas as jovens brasileiras. Para tanto, a falta de esclarecimento acerca da vida sexual requer medidas mais efetivas para ser erradicado do país. Nesse sentido, o Governo Federal através do Ministério da Saúde e do Ministério da Educação deve criar palestras nas escolas para as jovens e suas famílias, por meio de seminários e reuniões com os pais, com os quais demonstrará a importância do diálogo e do aconselhamento sexual para à prevenção da gravidez precoce. Espera-se com isso que a taxa de jovens grávidas reduza de maneira significativa, proporcionando para elas um controle maior sobre o próprio futuro.