Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 08/10/2018

Brasil precoce

É inegável que uma gravidez precoce pode ocasionar consequências emocionais,sociais e econômicas para a saúde da mãe e da criança.Constata-se,nos países emergentes um elevado índice de gestações não planejadas na juventude.Desse modo,faz-se necessária uma reavaliação da gravidez na adolescência no Brasil,diante da falta de acompanhamento da gestação e dos impactos a saúde pública e materna.

Concomitantemente,no ano de 1960,a primeira pílula anticoncepcional foi implantada no mercado.De fato,despertando uma verdadeira revolução no mundo.Entretanto,atualmente,mesmo diante da distribuição gratuita de métodos contraceptivos pelo sistema de saúde pública e das aulas abordadas nas escolas sobre concepção,muitas jovens brasileiras de 13 a 19 anos enfrentam concepções precoces e de alto risco,devido às mudanças corporais e hormonais dessa fase etária.Sabe-se que a inexistência ou acompanhamento tardio do pré natal pode acarretar riscos de abortos,nascimentos prematuros e mortalidade tanto da mãe como do feto.Como também,a falta de informações sobre os nutrientes e vacinas adequadas na gravidez podem levar ao desenvolvimento incompleto e malformações ao estado físico e mental da criança.

Nesse contexto,de acordo com dados da Organização Mundial de Saúde(OMS),entre os países da América do Sul,o Brasil é o quarto maior em número de grávidas adolescentes.Além disso,diversas jovens brasileiras procuram esconder ou negar a gravidez.Dessa forma,a prática de abortos inseguros torna-se frequente e ameaça à saúde da adolescente diante dos riscos de infecção e esterilidade permanente.Como também,grande parte das jovens que engravidam abandonam os estudos para cuidar da criança,fato que contribui para o subemprego e para a dependência familiar.Bem como,limitam o desenvolvimento pessoal,social e profissional da jovem mãe.Ademais, o preconceito entre amigos e familiares  contribui para complicações emocionais durante a gestação.

Torna-se evidente,portanto,que é necessária a participação das instituições educacionais e da família para promover informações aos jovens.Desse modo,as escolas podem proporcionar campanhas e aulas debatendo sobre os métodos contraceptivos,DSTs e da gravidez precoce.Além disso,os agentes de saúde devem disponibilizar projetos informativos sobre os riscos da gravidez aos familiares e as gestantes,para evitar a falta de acompanhamento e de informações na gestação.Para reverter essa problemática,deve-se criar uma ação conjunta entre agentes de saúde,educadores e familiares para debater sobre a gravidez precoce  e seus efeitos sociais,emocionais e financeiros a sociedade .