Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 07/10/2018
No que se refere à gravidez na adolescência no Brasil, é possível afirmar que fatores como a falta de informação e a desigualdade social têm cooperado para esse índice alarmante do número de meninas gestantes nessa fase. Com isso, a gravidez precoce tornou-se um problema de saúde pública, uma vez que pode causar problemas psicológicos, já que muitas não apresentam maturidade suficiente para enfrentar essa situação e tem também impacto socioeconômico, pois muitas das grávidas abandonam os estudos e apresentam maior dificuldade para conseguir emprego.
Em primeiro lugar, segundo Nelson Mandela, “a educação é a arma mais poderosa com que se pode mudar o mundo”. Tal declaração, permite que seja refletido sobre como o ensino tem papel fundamental na sociedade, como por exemplo, garantir que todos tenham conhecimento para fazer as melhores escolhas da vida. Porém, o que ocorre quando um indivíduo não é informado ou orientado de maneira adequada? Essa pessoa tem maior chance de cometer erros, que poderão prejudicar sua saúde e desenvolvimento psicossocial, e também seu futuro profissional. Pois, segundo o site da Uol, muitos adolescentes tornam-se pais precocemente porque não sabem se prevenir de forma correta, não entendem o funcionamento de cada método contraceptivo. Logo, precisam assumir uma responsabilidade antecipadamente, afastando-se da esperança de um modelo de vida melhor.
Além disso, o Brasil possui um índice de 22,4% a mais que a taxa mundial de jovens gestantes de 15 a 19 anos, segundo a Organização Mundial de Saúde. Diante disso, se constata que a maioria dos pais prematuros ou seja adolescentes, são de famílias necessitadas, desestruturadas e que também foram gerados na juventude. Por isso, possuem renda insuficiente para obter métodos contraceptivos, e sem nenhuma perspectiva, o único objetivo é casar, e consequentemente, adquirem filhos cedo. E isso se torna um ciclo vicioso em que pais carentes tem filhos precocemente, os quais também tendem a seguir esse fluxo.
Destarte, fica claro que a ausência de conhecimento e a desigualdade social fazem com que o jovem entre numa sucessão ininterrupta sem nenhuma perspectiva de mudança. Nesse sentido, é necessário que o Ministério da Educação em parceria com o Ministério da Saúde promovam campanhas de prevenção, por meio de palestras em escolas para pais e alunos, feitas por psicólogos e ginecologistas e utilizem slides e vídeos, com objetivo de informar os adolescentes a prevenir-se da gravidez antecipada. Espera-se, com isso, que os pais entendam a responsabilidade de orientar seus filhos corretamente, e que essa juventude tenha mais consciência, concluam seus estudos, e se formem profissionalmente para conceder qualidade de vida a si e aos seus futuros filhos.