Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 03/10/2018
A gravidez na adolescência é considerada a que ocorre entre os 10 e 20 anos, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS). Hoje em dia continua sendo um problema que afeta principalmente países em desenvolvimento, ainda que aumente de forma alarmante também nos países desenvolvidos. É um grande problema, porque existe uma alta taxa de mortalidade relacionada com o parto; isso se dá em razão do corpo da gestante ainda não estar preparado para a gestação, estes riscos incluem: pré-eclâmpsia e eclâmpsia, parto prematuro, bebê com baixo peso ou subnutrido, infecção urinária ou vaginal, aumento do risco de depressão pós parto, aumento do risco de rejeição ao bebê etc. Segundo os dados do IBGE, desde 1980 o número de adolescentes entre 15 e 19 anos grávidas aumentou 15%. Só para ter ideia do que isso significa, são cerca de 700 mil meninas se tornando mães a cada ano no Brasil. Desse total 1,3% são partos realizados em garotas de 10 a 14 anos.
As causas mais prováveis para a gravidez em adolescentes são: atividade sexual precoce, falta de comunicação em casa, falta de estrutura familiar, questões psicológicas, falta de informação a respeito dos métodos contraceptivos, violência sexual etc. Normalmente essas jovens vem de uma família em que já tenham ocorrido outros casos de gravidez precoce. Quando a estrutura de uma família já é abalada, provavelmente não ocorrem diálogos produtivos numa relação de mãe e filha por exemplo, o que é essencial nesse início de vida sexual, afinal, você tem uma pessoa com experiência ao seu lado.
Algumas medidas que podem ser tomadas para fazer com que esse número seja reduzido é criar políticas para proteger as meninas contra o abuso sexual, incrementar o uso de serviços de atenção pré-natal, no parto e pós-natal e aumentar o uso de contraceptivos. Em relação aos métodos contraceptivos existe uma grande variedade, como por exemplo o uso de preservativo masculino e feminino que devem ser usados durante o ato sexual, tem eficácia de 85% e 79% respectivamente. Temos a pílula contraceptiva oral como outra opção, seu uso deve ser diário, e tem eficácia de 97%. O DIU é um pequeno objeto de plástico inserido no útero, dura de 3 a 6 anos e possui eficácia superior a 99%.Temos também a vasectomia, que consiste em procedimento médico de esterilização para homens que têm certeza de que não desejam uma gravidez futura, possui efeito permanente e eficácia superior a 99%.